quarta-feira, 13 de junho de 2012

Engavetamento com 7 veículos paralisa Manoel Goulart em Prudente


Acidente aconteceu no início da noite desta terça-feira em frente ao Museu de Prudente

Um acidente envolvendo cinco carros, uma moto e um ônibus aconteceu por volta das 19h10 desta terça-feira (12), na Avenida Manoel Goulart, em frente ao Museu, em Presidente Prudente. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, três pessoas foram levadas para a Santa Casa do município, uma em estado grave.
De acordo com o tenente João Papoti, um ônibus da Prefeitura de Pirapozinho estava sem freios e no momento em que o semáforo estava fechado, começou a bater nos carros que estavam na frente e uma motocicleta ao lado, que ficou prensada entre o ônibus e uma saveiro.
“O condutor da moto estava com sua filha criança. Eles tiveram muita sorte, pois quando chegamos a menina estava embaixo do ônibus. Porém, os dois tiveram apenas ferimentos leves. Já o condutor de um Clio foi levado para o hospital em estado grave”, conta.
O segurança Walterlei Bezerra Sales, dono de um Corsa, que também estava envolvido no engavetamento, revela que tudo aconteceu muito rapidamente. “Eu vi tudo acontecer antes mesmo de bater, porém, não consegui frear e a lateral do meu carro ficou um pouco danificada”, diz.
A perícia está no local neste momento para apurar detalhes do caso. A avenida está interditada por tempo indeterminado.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Crianças de rua sobrevivem perante indiferença na Cidade do México


Sem ajudas sociais nem suporte familiar, as crianças e jovens da rua representam o rosto mais visível da pobreza na Cidade do México, uma metrópole de 20 milhões de habitantes, onde elas lutam para sobreviver no meio da indiferença.

Passaram-se sete anos desde que Karen decidiu abandonar sua casa. A conduta de seu pai, com problemas de drogas e álcool, acelerou a fuga desta jovem que agora tem 21 anos. "Havia agressões, discussões e decidi ir embora", conta no meio da penumbra que inunda seu pequeno barraco localizado no coração da Cidade do México.
Em pleno Paseo de la Reforma, uma das principais avenidas da capital mexicana, e não muito longe do emblemático Monumento à Revolução, uma dezena de humildes construções se erguem em um pequeno terreno que serve para separar o tráfego da avenida principal de uma pista para novos empreendimentos.
Junto com outros três companheiros de acampamento, Karen relata com uma surpreendente serenidade como acabou em um barraco feito de papelão, plástico e tecido: "Cheguei a um abrigo aqui em Cuauhtémoc e daí conheci a droga e tudo isto, e já comecei a me drogar e a ficar na rua".
Dois de seus acompanhantes abrem a mão e mostram timidamente uma bolinha de papel branco impregnada em um solvente que eles chamam de "ativo", uma mistura de substâncias derivadas do petróleo com graves efeitos para a saúde, muito popular entre os jovens sem teto por causa de seu baixo custo e sua facilidade para consegui-lo.

Dados incertos

Segundo a última apuração do Governo do D.F, 4.326 pessoas vivem na rua, sem detalhar quantos são menores, jovens ou adultos. No entanto, as ONGs advertem que o número pode variar. "É muito difícil ter números precisos e confiáveis sobre quantas crianças e jovens estão em situação de rua, por causa da particular invisibilidade e mobilidade que os caracteriza", assegura à Agência Efe a Chefe de Proteção do Unicef-México, Alison Sutton.
A situação, segundo sua opinião, é sumamente delicada por causa das razões que se escondem por trás destes jovens sem lar, como falta de recursos, violência familiar, abusos e discriminação, e é imensa a necessidade de implementar políticas que ajudem as famílias a poder assumir seus filhos antes que abandonem sua casa.

Árbitro da FPF é encontrado morto com tiro na cabeça no interior de São Paulo


O árbitro da Federação Paulista de Futebol Cleverson Inácio, de 41 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça na última terça-feira. O corpo do juiz estava perto de seu carro em uma estrada que dá acesso à Fazenda Santa Tereza, no município de Avaré, a 276 km de São Paulo.

A Polícia Civil, que investiga o caso, cogita as possibilidades de homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte), já que Cleverson teve alguns objetos pessoais roubados como documentos, cartões de crédito e um laptop.

Natural de Londrina, o árbitro também trabalhava como representante comercial de uma fábrica de roupas e estava na cidade para fazer entregas de produtos.

De acordo com o investigador-chefe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, Alexandre Aurani, a apuração do caso está apenas no início e ainda não é possível apontar suspeitos. Ele diz que este tipo de crime não é comum em Avaré, o que dificulta as investigações.  

“Dos crimes de homicídio que acontecem aqui,  80% estão ligados a outros crimes como tráfico de entorpecentes e acerto entre delinquentes. Por enquanto, esse crime não está se encaixando aos crimes mais comuns”, disse.

“Para a gente ainda é cedo. Em 15 dias esperamos ter informações mais precisas. Como ele não era daqui, ainda não vimos motivos para alguém da cidade cometer o homicídio. Mas o fato de haver objetos roubados não quer dizer que seja latrocínio. Pode ser alguém que queira confundir a investigação”, disse.

O DIG ainda tenta reconstituir o crime e os locais por onde a vítima passou na segunda-feira. A polícia já conversou com funcionários do hotel em que ele estava hospedado e, na próxima segunda-feira, vai ouvir o depoimento da família de Cleverson que era casado e tinha duas filhas pequenas.

O corpo do árbitro foi encontrado a cerca de 10 m de seu carro que estava estacionado às margens de uma estrada de terra. Um morador da propriedade rural próximo ao local viu o corpo e acionou a Polícia Militar.

Fonte: UOL Esporte

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Criança acorda e pede água no meio de seu velório, diz família


Uma criança de dois anos acordou, sentou no caixão e bebeu um copo de água durante seu próprio velório no sábado (2), em Belém, segundo parentes e pessoas presentes no local. Depois disso, o menino Kelvys Simão dos Santos foi levado para o hospital, mas chegou morto.

A Polícia Civil do Pará investiga se houve erro médico na declaração da "primeira morte", mas, na ilha de Cotijuba, em que o fato ocorreu, há quem diga que foi um milagre ou algo sobrenatural. Havia cerca de 50 pessoas no velório.

Kelvys foi internado em um hospital estadual com febre e falta de ar na sexta-feira (1). À noite, o hospital constatou a morte da criança. A declaração de óbito aponta como causa da morte insuficiência respiratória, broncopneumonia e desidratação.

As cavidades de seu corpo foram tamponadas e Kelvys foi colocado em um "lençol de cadáver", que é uma espécie de saco plástico, para depois ser levado à funerária.

Segundo o hospital, ele passou cerca de três horas sem poder respirar. A família, porém, diz que retirou os algodões de suas narinas e boca e abriu o saco plástico.

Durante o velório, segundo a pastora Maria Raimunda Batista, ele "estava se mexendo o tempo todo".

O pai do menino, o agricultor Antônio dos Santos, diz que por volta das 14h as pessoas presentes começaram a fazer massagem cardíaca no menino, até que ele cuspiu restos de algodão que haviam sido colocados em sua boca.

Logo depois, diz, o menino sentou no caixão e disse "Pai, água".

"O povo entrou em pânico, a avó dele desmaiou. O pai e a mãe dele ficaram muito felizes", disse a pastora. O menino foi levado ao hospital imediatamente, segundo o pai, mas já chegou morto.

INVESTIGAÇÃO

O pai do menino diz acreditar que a criança reagiu aos medicamentos que haviam sido dados no hospital na tentativa de ressuscitá-lo depois que o óbito já havia sido declarado, e por isso acordou no velório.

A direção do hospital afirmou, em nota, que só será possível esclarecer o episódio caso o corpo da criança seja exumado.

De acordo com a Polícia Civil, a depender dos depoimentos colhidos na fase preliminar da investigação pode ser determinada a abertura de inquérito e feito o pedido de exumação.

O hospital deixou a investigação a cargo da polícia. "Se a criança estivesse viva, ela não ia aguentar ficar tanto tempo tamponada. Por isso que achamos estranho e queremos também uma explicação", afirmou a diretora do Hospital Regional Abelardo Santos, Vera Cecim.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não há sobreviventes em acidente de avião na Nigéria


Não houve sobreviventes entre os 153 passageiros a bordo de um avião de passageiros que caiu na cidade de Lagos neste domingo, disse um oficial da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências às agências Reuters e Associated Press. A agência France Presse também divulgou a informação citando o departamento de aviação civil do país.


O avião, operado pela companhia aérea privada Dana Air, bateu em uma loja de móveis e, em seguida, chocou-se contra prédios residenciais, afirma o departamento.

Bombeiros retiraram ao menos um corpo da construção de dois andares, que foi atingida parcialmente. A busca por sobreviventes continuava no local, onde era possível ver corpos carbonizados.

O vôo da Dana Air fazia o trajeto entre Abuja (capital da Nigéria) e Lagos.

Autoridades procuram identificar as vítimas. Já é comum, na Nigéria, utilizar apenas bilhetes de papel e não registrar em sistemas informatizados a identidade dos passageiros.

LUTO

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, decretou três dias de luto nacional após o acidente. O chefe de Estado, que cancelou todos os seus compromissos públicos previstos para segunda-feira, pediu investigação sobre o acidente.

O presidente Jonathan também ordenou que a bandeira nigeriana fique a meio mastro durante o período de luto, indica o comunicado.

TUMULTO

A polícia usou cassetetes para abrir espaço para os serviços de resgate em meio à massa de curiosos, mas a multidão era tão grande que ambulâncias, com as sirenes ligadas, não conseguiam chegar ao local do acidente.

"Essa multidão está louca. O resgate não consegue ter acesso", afirmou Jimoh, um moto-taxista que afirmou ter sentido um forte estrondo com o choque da aeronave.

"Ouvimos uma imensa explosão, e primeiro pensamos que era um botijão de gás", disse Timothy Akinyela, um repórter de um jornal local que estava assistindo a um jogo de futebol com amigos num bar perto do local do acidente.

"Então houve outras explosões e todos saíram correndo. Foi horrível. Houve confusão e gritaria", ele disse, mostrando um vídeo que fez com seu celular.

Fonte: Folha.com

Coleta de dados pelo Google viola a privacidade, dizem os reguladores


Após meses de negociação, Johannes Caspar, uma autoridade alemã de proteção de dados, forçou o Google a lhe mostrar exatamente o que seus carros Street View vinham coletando de potencialmente milhões de seus conterrâneos. Pedaços de e-mails, fotos, senhas, mensagens de texto, postagens em sites e redes sociais –todo tipo de comunicação privada na Internet– foram pegos casualmente enquanto os carros especialmente equipados fotografavam as ruas do mundo.

“Foi uma das maiores violações das leis de proteção de dados que já vimos”, lembrou Caspar recentemente sobre a fiscalização por muito tempo buscada, realizada no final de 2010. “Nós ficamos muito bravos.”

O Google pode ser uma das empresas mais bacanas e inteligentes desta ou de qualquer era, mas também incomoda muita gente –concorrentes que argumentam que faz uso injusto de seu tremendo peso, autoridades como Gaspar que dizem que ele ignora as leis locais, defensores da privacidade que pensam que ele pega coisas demais de seus usuários. Nesta semana, os reguladores antitruste europeus deram um ultimato à empresa, para que mude seu modelo de buscas ou enfrente as consequências legais. Os reguladores americanos podem ser os próximos.

O ataque antitruste onde há muita coisa em jogo, que ocorrerá a portas fechadas em Bruxelas, poderá ser o início de tempos difíceis para o Google. Um caso semelhante nos Estados Unidos, nos anos 90, prenunciou a punição à Microsoft, a empresa de tecnologia mais temida da época.

Mas não se deve subestimar o Google. Ele é soberbo em conseguir se livrar de problemas. Basta perguntar a Caspar ou a qualquer outro de seus pares ao redor do mundo, que tentaram culpá-la do que um deles, o ministro das Comunicações australiano, Stephen Conroy, chamou de “provavelmente a maior violação na história da privacidade”. A coleta de dados secreta do Street View provocou investigações em pelo menos uma dúzia de países, inclusive quatro nos Estados Unidos. Mas o Google ainda precisa dar uma explicação completa para o motivo da informação ter sido coletada e quem na empresa sabia a respeito. Nenhum regulador nos Estados Unidos viu as informações coletadas dos cidadãos americanos pelos carros do Google.

A história de como o Google escapou de uma prestação de contas plena do Street View ilustra não apenas como as empresas de tecnologia deixaram os reguladores para trás, mas também o relacionamento complicado delas com seus clientes que as adoram.

Empresas como Google, Amazon, Facebook e Apple fornecem novas formas de comunicação, aprendizado e entretenimento, mágica de alta tecnologia para as massas. Elas possuem informação bruta de centenas de milhões de vidas –e-mails íntimos, fotos reveladoras, buscas por ajuda, amor ou fuga.

As pessoas entregam esta informação de bom grado, às vezes avidamente. Mas há um preço: a perda de controle, ou até mesmo de conhecimento, do destino dessa informação pessoal e como está sendo remoldada em uma identidade online, que pode lembrar quem você realmente é ou não. As leis de privacidade e estatutos de interceptação de comunicação são de pouca ajuda, porque não acompanharam a velocidade vertiginosa do progresso tecnológico.

Mãos atadas
Michael Copps, que no ano passado concluiu um mandato de 10 anos como comissário da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), disse que os reguladores estão sobrecarregados.

“O setor se tornou mais poderoso, a tecnologia se tornou mais penetrante e está chegando a um ponto em que não podemos fazer muita coisa a respeito”, ele disse.

Apesar do Google viver de informação, ele se mantém calado a respeito de si mesmo, como mostra o episódio do Street View. Quando os reguladores alemães forçaram a empresa a reconhecer que os carros estavam interceptando dados não criptografados de Internet de redes sem fio, a empresa responsabilizou um erro de programação, no qual um programa experimental de um engenheiro foi incluído acidentalmente no Street View. Ela destacou que a informação nunca foi destinada a qualquer produto do Google.

A FCC não viu da mesma forma que o Google, dizendo no mês passado que o engenheiro “pretendia coletar, armazenar e analisar” os dados “para possível uso em outros produtos do Google”.

Ela também disse que o engenheiro compartilhou o código do programa e um “documento de projeto” com outros membros da equipe Street View. A coleta de dados pode ter sido equivocada, disse a agência, mas não foi acidental.

Apesar da agência ter dito que não encontrou violação da lei americana, ela disse que a investigação foi inconclusiva, porque o engenheiro citou a Quinta Emenda contra a autoincriminação. Ela multou o Google em US$ 25 mil –por obstrução da investigação.

O Google, que disse repetidamente que deseja deixar o episódio para trás, se recusou a responder perguntas para este artigo.

“Nós não temos muita escolha a não ser confiar no Google”, disse Christian Sandvig, um pesquisador de tecnologia das comunicações e políticas públicas da Universidade de Illinois. “Nós dependemos dele para tudo.”

Essa dependência construiu uma empresa impressionante –e uma autoconfiança difícil de distinguir da arrogância.

“O Google não parece achar que algum dia terá que prestar contas”, disse Sandvig. “E até o momento não teve.”

Objeções
Quando o Street View foi lançado em 2007, ele provocou objeções imediatas na Europa, onde as leis de privacidade são duras. Os nazistas usavam dados do governo para perseguir sistematicamente os judeus e outros grupos indesejados. A polícia secreta da Alemanha Oriental, a Stasi, controlava do mesmo modo os dados para monitorar aqueles que considerava inimigos.

“Nos Estados Unidos, a privacidade é um assunto do consumidor”, disse Jacob Kohnstamm, presidente da Autoridade Holandesa de Proteção de Dados. “Na Europa. é uma questão de direitos fundamentais.”

A Alemanha tem sido um ninho de protestos. Em Molfsee, uma cidade de 4.800 habitantes no Mar Báltico, o vice-prefeito Reinhold Harwart organizou um grupo de moradores em um protesto.

“O sentimento principal: quem dá ao Google o direito de fazer isso?” disse Harwart, atualmente com 74 anos, em uma entrevista recente. “Nós ficamos ultrajados pelo Google ter vindo, invadido nossa privacidade e enviado dados para a América, onde não temos ideia para o que seriam usados.”

O Google dá poucas pistas. Após os reguladores franceses de privacidade terem inspecionado o carro do Street View no início de 2010, a empresa foi forçada a explicar que os carros estavam coletando informação das redes de Wi-Fi dos lares –basicamente, como elas se conectam à Internet– para melhorar os serviços baseados em localização.

Peter Fleischer, o consultor jurídico de privacidade global do Google, escreveu em uma postagem de blog, em 27 de abril de 2010, que a empresa não revelou anteriormente essa parte do Street View porque “nós não achávamos que era necessária”.

Mas ele disse que apenas informação técnica sobre as redes estava sendo coletada, não o conteúdo enviado.

Mesmo assim, os reguladores alemães, particularmente Caspar, o comissário para proteção de dados de Hamburgo, ficaram alarmados. O Google, notou Caspar, não disse nada sobre coletar dados de Wi-Fi quando negociou a permissão para o Street View.

Caspar queria inspecionar o carro do Street View. O Google disse inicialmente que não sabia onde eles estavam, de modo que não podia apresentá-los. Então, em 3 de maio, ele permitiu que um perito do escritório de Caspar visse um veículo. Mas o disco rígido com a informação estava faltando.

Diante da persistência dos alemães, o Google publicou uma postagem, em 14 de maio de 2010, dizendo que foi levado a “rever tudo o que estamos coletando”. No final, foi revelado que o Google estava coletando e-mails e outros dados pessoais.

Para uma empresa como o Google, que vive de dados, mais é sempre melhor.

“Os diretores de privacidade do Google olharão para isso e dirão: ‘Não é ilegal, talvez ninguém venha a olhar isso, e enquanto isso nós armazenaremos os dados fora do alcance, em algum grande banco de dados”, disse Helen Nissenbaum, uma especialista em privacidade da Universidade de Nova York. “Nós estamos tão encantados com os dados, e com as coisas boas que podem trazer, que talvez tenhamos não dado a devida atenção a problemas potenciais.”

Caspar pediu para ver o disco rígido. O Google disse que entregá-lo poderia expô-lo a uma violação da lei alemã de telecomunicações, que proíbe operadores de rede e outros administradores de dados de revelarem comunicações privadas de seus clientes.

Isso não fazia sentido para Caspar, que explicou que, como comissário de proteção de dados, ele tinha autoridade para receber os dados. Finalmente, no final de 2010, a empresa cedeu e deu o disco rígido para Caspar. Àquela altura, os promotores em Hamburgo deram início a uma investigação criminal.

O Google foi igualmente resistente com as autoridades americanas.

Richard Blumenthal, o procurador-geral de Connecticut na época, anunciou no final de junho de 2010 que ele e os procuradores-gerais de mais de 30 outros Estados tinham iniciado uma investigação. Como os europeus, eles pediram pelos dados. Por meses.

“O Google resistiu em fornecer mais informação, mesmo ciente de que a coleta tinha sido um erro”, lembrou Blumenthal em uma entrevista recente.

O Google argumentou que sua coleta de dados era legal nos Estados Unidos. Mas ele disse aos reguladores que não podia lhes mostrar os dados coletados, porque fazê-lo violaria as leis de privacidade e interceptação de dados.

Em dezembro de 2010, Blumenthal emitiu uma intimação e ameaçou uma ação legal adicional se não obtivesse os resultados. Então ele foi eleito ao Senado por Connecticut e seu sucessor, George Jepsen, assumiu.

Nenhum acordo formal foi acertado.

Alguns dos envolvidos no caso estão confusos.

“Eu não consigo imaginar nenhum outro caso envolvendo múltiplos Estados que tenha simplesmente desaparecido”, disse um ex-regulador estadual que pediu para que seu nome não fosse mencionado, já que não queria ser visto como criticando seus ex-colegas. “Investigações estaduais individuais sim. Mas abrir uma investigação multiestadual e não concluí-la com pelo menos um acordo em juízo ou alguma resolução é muito incomum.”

Uma porta-voz de Jepsen disse que a investigação ainda está “ativa e em andamento”.

Jepsen se recusou a ser entrevistado.

“A plataforma legal não acompanhou a velocidade da plataforma tecnológica”, disse Blumenthal. “Logo, o esforço de investigação foi feito com menos munição legal do que o normal.”

O mesmo vale para outras contestações legais ao Street View.

Cidadãos de vários Estados entraram com processos contra o Google, dizendo que a empresa violou as leis federais de interceptação de comunicação por meio do Street View. Esses processos foram consolidados em uma ação coletiva em San Francisco.

O Google pediu sua rejeição, argumentando que como coletou informação apenas de redes não criptografadas, ele não violou a lei. Em uma derrota significativa, um juiz federal disse que o que a empresa estava fazendo era mais parecido com um grampo telefônico e permitiu a continuidade do processo. Mas ele permitiu que o Google apelasse imediatamente, dizendo que se tratavam de questões legais novas. O caso pode vir a parar na Suprema Corte dos Estados Unidos.

Na Alemanha, Caspar também teve que parar. Ele está aguardando pelos promotores impetrarem as acusações criminais. Se não o fizerem, ele disse que impetrará suas próprias ações administrativas.

Quanto ao engenheiro no centro da controvérsia, Marius Milner vive em Palo Alto, Califórnia, no coração do Vale do Silício, e aparentemente ainda trabalha para o Google. (A porta de sua garagem estava aberta, exibindo um Miata preto conversível com sua placa contendo a famosa frase da página de busca do Google, “Estou com sorte”.)

Durante uma breve conversa em sua varanda da frente, Milner se recusou a dizer algo.

sábado, 2 de junho de 2012

Big Ben deve ser rebatizado de Torre Elizabeth, diz jornal


O célebre relógio Big Ben -- principal símbolo de Londres-- deve ser rebatizado em breve com o nome de Torre Elizabeth devido ao Jubileu de Diamantes da rainha da Inglaterra, revela o jornal "Daily Mail" neste sábado.

Um grupo de 331 deputados, incluindo o primeiro-ministro, David Cameron, firmou a petição para que a rainha seja homenageada deste modo, por ocasião do 60º aniversário de sua subida ao trono.

Relógio do Palácio de Westminster, conhecido como Big Ben, deve ser rebatizado de Torre Elizabeth
Relógio do Palácio de Westminster, conhecido como Big Ben, deve ser rebatizado de Torre Elizabeth


"É uma grande notícia que tantos deputados apoiem este merecido tributo à rainha. Espero que a ideia prospere", disse Cameron, citado pelo "Daily Mail".

Oficialmente, a construção de 96 metros de altura no centro de Londres se chama Torre do Relógio, mas ganhou o apelido de Big Ben pelo enorme som produzido por sua campainha.

O Parlamento examinará a proposta no final de junho e, provavelmente, vai aprová-la, segundo o "Daily Mail".

Fonte: Folha.com

Justiça: "Pânico" e toda a Band não poderão mais se aproximar de Silvio Santos


Os integrantes do "Pânico na Band" acabaram de ter sua primeira derrota judicial após se transferirem para a Band. Além de prejuízo para o próprio humorístico, toda a Band está sendo afetada a partir de agora. 

Por meio de uma decisão judicial tomada pelo desembargador Vito Guglielmi, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nenhum dos integrantes do "Pânico" poderá se aproximar de Silvio Santos. A distância máxima de aproximação é de 100m. Além disso, também ficou vedada a imitação do dono do Baú, que já foi um dos carros-chefes do programa com a interpretação de Wellington Muniz, o Ceará.

A decisão da Justiça ainda se estende à toda a Band, que está proibida de "perseguição, do cerco e do constrangimento à participação [de Silvio Santos] em seus programas". Todas as características do apresentador, como as referentes às caricaturas, e a captura, utilização e exibição de imagens também foram proibidas sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A principal motivação que teria feito Silvio Santos a iniciar uma demanda contra o "Pânico na Band" teria sido um aborrecimento com uma dublagem feita. O programa colocou na boca de Silvio um palavrão que ele não teria dito. 

As relações entre Silvio Santos e a turma do "Pânico" não anda bem desde a transferência para a Band, em fevereiro deste ano. A alta cúpula do SBT demonstrou surpresa e descontentamento ao saberem da mudança, afinal sempre foi um desejo do canal contar com os humoristas em sua grade.

Alguns rumores indicaram que o crescimento da audiência do "Pânico" na nova emissora também teriam irritado Silvio, que é concorrente direto.

Antes mesmo de ter movido esta ação judicial contra o "Pânico", Silvio Santos já demonstrou publicamente que não estava de bem com os humoristas.

Nos programas dos dias 6 e 13 de maio, Rodrigo Scarpa tentou abordar Silvio Santos na entrada do Jassa, salão de cabeleireiros que o empresário frequenta há muitos anos. Silvio não deu atenção e fez um gesto que foi interpretado como um palavrão.


Recurso:

A ação judicial movida por Silvio Santos contra o "Pânico" ainda cabe recurso, afinal está no Tribunal de Justiça. 

A decisão, por sua vez, só está tendo este efeito graças a um recurso impetrado pelos advogados de Silvio. Na primeira instância judicial, o empresário foi derrotado sob o argumento de que a liminar iria ferir a liberdade de imprensa. No TJ, por sua vez, o entendimento do desembargador é que houve abuso por parte do humorístico.