terça-feira, 6 de março de 2012

Arritmia cardíaca afasta Renato de treinos e jogos do Flamengo

Meia vai passar por uma bateria de exames para saber a gravidade do problema. Ele não joga contra o Emelec nesta quinta-feira, pela Libertadores.


O meia Renato está fora dos treinos e jogos do Flamengo por tempo indeterminado. Segundo o médico Serafim Borges, Renato teve uma arritmia cardíaca durante um teste ergométrico de rotina nesta segunda-feira. O atleta, de 33 anos, será submetido a uma bateria de exames para saber a gravidade do problema. O jogador é mais um desfalque para o técnico Joel Santana para o jogo de quinta-feira, contra o Emelec, pela Libertadores. 
De acordo com Serafim Borges, médico que ficará diretamente responsável pelo problema de Renato, a alteração no ritmo do coração do jogador é comum em atletas, mas tem de ser analisada.

- Ele fez uma arritmia no exame e vamos ter que investigar. É uma mudança do ritmo normal do coração. O atleta tem muita arritmia normalmente, mas quando aparece ela tem que ser investigada. Temos de separar o que é a arritmia do atleta e do coração com doença. Temos de buscar mais informações.

Por conta do sigilo médico, ele não informou os exames que serão realizados, mas eles começam imediatamente.

- Para amanhã (terça), já marcamos a primeira bateria. Quando houver o resultado, vamos informar. A cardiologia já evoluiu muito, temos muitos recursos tecnológicos e maneiras de chegar a diagnósticos com certeza.

O médico contou que Renato reagiu com calma após receber a notícia.

- Ele está tranquilo, até porque a princípio não há nada definido. Queremos investigar, já vimos outros casos como este em que atletas foram liberados para jogar normalmente. Mas temos que investigar.

Renato está no Rio e prefere aguardar a realização dos exames e os resultados para falar sobre o assunto. O jogador cuida dos preparativos para o nascimento da terceira filha, Renata, na próxima sexta. Ele é casado com Karina e pai de Karen e Rebeka. Por meio de um comunicado, Renato informou que não vai comentar o assunto por enquanto.
- O jogador Renato Abreu, do Flamengo, não se pronunciará nos próximos dias a respeito dos resultados dos exames de rotina que está realizando. O atleta pede compreensão e solicita que quaisquer dúvidas ou perguntas sejam, por ora, direcionadas ao departamento médico do Flamengo - diz o comunicado.
Segundo o médico do Flamengo Márcio Tannure, é a primeira vez que o jogador apresenta uma alteração deste tipo. Renato não jogou contra o Duque de Caxias, neste domingo, por conta de uma suspensão. No sábado, treinou em dois períodos. Pela manhã, trabalhou com o grupo no Moacyrzão, em Macaé. À tarde, se exercitou na praia.
Profusão de desfalques
Além de Renato, o técnico Joel Santana também não vai poder contar  no jogo desta quinta-feira, contra o Emelec, com os volantes Airton e Willians e o goleiro Felipe, todos machucados.

O lateral-direito Léo Moura treinou normalmente nesta segunda, tem boa perspectiva de retorno, mas ainda não tem escalação garantida. Ele se recupera de uma lesão na parte externa do joelho direito. Camacho, com uma torção no tornozelo direito, ainda tem dificuldades para caminhar, mas deve estar à disposição no jogo contra os equatorianos. Outro problema: Maldonado. O volante chileno sente dores no joelho esquerdo e faz tratamento. Ainda é cedo para dizer se terá condições de jogo.
- Léo Moura trabalhou nesta segunda e esperamos que ele jogue na quinta. O Willians está evoluindo bem, mas como já havia dito, é uma lesão de duas, ou três semanas. O Maldonado está sentindo dores no joelho esquerdo e vamos ver como ele vai evoluir. O Camacho teve um entorse e acho que não vai ser problema. O goleiro Felipe está em casa e passa bem - comentou o médico Márcio Tannure.
Joel Santana deu folga nesta segunda-feira aos jogadores que enfrentaram o Duque de Caxias. O técnico também ficou em casa com a família para descansar. Provavelmente também vai pensar, e muito, no time que vai mandar a campo na quinta-feira.

Fonte: G1

'Eu errei, mas nunca machucaria meu cachorro', diz dono do cão Lobo


Claudio Cesar Messias deu entrevista depois de quatro meses de silêncio.
Mecânico fala que se voltasse no tempo não usaria corda que matou bicho.


Depois de quatro meses de polêmica e silêncio, o mecânico Claudio Cesar Messias falou com exclusividade ao G1 Piracicaba e Região sobre o dia 2 de novembro de 2011, quando foi acusado de arrastar o próprio cachorro no Centro de Piracicaba, no interior de São Paulo. O rottweiler Lobo, que virou símbolo da luta pelos direitos dos animais, morreu com os ferimentos causados no episódio.
“Eu errei, foi um erro ter colocado ele em uma corda tão comprida. Se eu imaginasse que isso iria acontecer, eu nunca teria colocado ele desse jeito no meu carro. Se fosse o caso, eu nem sairia com ele”, defende-se Messias, que afirma que tudo não passou de uma fatalidade.
“Você acha que eu ia pegar o cachorro, sair de perto do shopping (onde mora), vir arrastá-lo no Centro da cidade e com um carro todo adesivado com o meu nome e telefone? Seria muita burrice da minha parte achar que faria isso e ninguém reconheceria”.
Nesta segunda-feira (5) a Justiça cancelou a audiência, que poderia terminar com a condenação de Messias,  porque as testemunhas que teriam presenciado o fato não foram loaclizadas.
Abaixo você confere a entrevista completa com o dono do Lobo:
G1 Piracicaba - O que aconteceu naquele dia?
Claudio Cesar Messias - Eu trabalhei até 14h, já que era feriado de Finados, e depois saí para passear com o cachorro. Quando virei a esquina, não percebi que ele havia caído. Um motoqueiro foi atrás de mim. Ele bateu no meu vidro e disse que eu andei uns 50 metros, mas acho que não foi. Foi quando ele disse: “você está arrastando um cachorro”.
Eu assustei e perguntei, “eu arrastando um cachorro? Meu cachorro está deitado na caçamba”. Foi aí que eu desci do carro, abri a porta e era o meu cachorro que estava no chão. Eu achei na hora que ele estava morto, não se mexia. Nessa hora, algumas pessoas que estavam em volta começaram a gritar que eu era assassino, dizer que eu estava arrastando meu cachorro e que tinha amarrado ele no para-choque. Nunca amarraria ele no para-choque, estava na caçamba.
Quando fui desamarrar o cachorro, outro motoqueiro parou para bater em mim. Eu, sozinho..Me deu um pânico e abandonei o cachorro! Deixei e fui embora.
G1 Piracicaba - E ele estava amarrado com uma corda?
Claudio Cesar Messias - Isso. Ele estava preso com uma corda de três a quatro metros. Foi isso que aconteceu. Eu errei, foi um erro ter colocado ele em uma corda tão comprida. Se eu imaginasse que isso iria acontecer, eu nunca teria colocado ele desse jeito no meu carro. Se fosse o caso, eu nem sairia com ele!
Eu sempre saía com ele e nunca tinha acontecido. Foi uma fatalidade e isso pode acontecer com qualquer pessoa. Até hoje, tem gente que sai com o cachorro atrás na caminhonete. E, no dia, ninguém veio perguntando o que aconteceu, só me acusando e me chamando de assassino. Como ficaria ali? Esperando para apanhar?
G1 Piracicaba - Por que você não prestou socorro? Na hora, você realmente achou que ele estivesse morto?
Claudio Cesar Messias - Eu achei. E com as pessoas me xingando, dizendo que eu era assassino... Como é que a gente fica lá? Ninguém fica. Eu errei de amarrar ele na caçamba com uma corda comprida. Depois disso, disseram que eu estava bêbado e que eu tinha dado ré para matar o cachorro. Nunca faria isso, eu tinha ele desde dois meses de idade, era meu companheiro, fazia oito anos que eu tinha ele, para que faria isso?
E outra, nunca bebi dirigindo. Tenho carta de motorista há 31 anos e nunca tive uma multa por dirigir alcoolizado. Não tem nenhuma lógica essas acusações sobre a minha pessoa.
G1 Piracicaba - Como era seu tratamento com o Lobo?
Claudio Cesar Messias - Nunca tive nenhum problema com o Lobo. Eu tinha ele como se fosse da minha família. Ia passear todo dia com ele. De manhã, quando abria a minha oficina, ele sempre vinha brincar comigo. Comprava uma coxinha para mim na padaria e outro salgado para ele também.
Ele comia comigo. Aí vem essa turma da ONG e faz o maior estardalhaço, dizendo que sou assassino. Foi erro meu e eu sei disso. Mas nunca tive culpa ou quis fazer algo contra ele. Escutar isso acaba com a minha vida.
Você acha que eu ia pegar o cachorro, sair de perto do shopping, vir arrastá-lo no Centro da cidade e com um carro todo adesivado com o meu nome e telefone? Seria muita burrice da minha parte achar que iria fazer isso e ninguém me reconheceria.
Eu tenho dois outros cachorros na minha casa. Sempre tratei eles muito bem. Um deles eu achei na rua, ele seria atropelado e eu peguei para cuidar. Queria muito que essas pessoas fossem na minha casa para ver como trato meus animais, como todos são bem cuidados.
G1 Piracicaba - Chegaram a dizer que o Lobo já sofria maus tratos antes...
Claudio Cesar Messias: Imagina! Nunca apanhou e o Lobo nunca passou fome como falavam também. Outra coisa que disseram é que ele já tinha uma infecção. Pode ter certeza que se ele realmente tivesse qualquer doença eu já teria chamado um veterinário e cuidado dele.
Ele sempre estava todo animado, pulando em cima da gente. Sempre vinha brincar, pedir carinho, não tinha problema nenhum.
G1 Piracicaba - Tanto o veterinário quanto a ONG Vira Lata Vira Vida afirmaram à Justiça que ninguém da família os procurou na época do tratamento. Por que?
Claudio Cesar Messias - Mentira. Minha ex-mulher tentou ir lá e foi barrada. Meu filho ligou para eles dizendo que queria notícias e nada. Não passaram nada para a gente por mais que tentássemos saber do cachorro. Eu não podia nem chegar perto de lá.
Não entendo o que o pessoal da ONG tem a ver com essa história. Eles não estavam lá na hora do fato, não viram nada, não eram donos do cachorro. Não sei o que eles estão fazendo nessa história.
G1 Piracicaba - Com toda a repercussão do caso, como ficou sua vida?
Claudio Cesar Messias - Eu tive que tirar todos os adesivos do meu carro. As pessoas passam na minha casa ou na minha oficina até hoje me chamando de assassino. Meus dois filhos tiveram que ficar sem ir à escola por duas semanas no começo para não serem ofendidos. Recebi um monte de ameaças de morte. No meu celular, que ficou com a polícia por dois meses, tinha 120 mensagens de voz  ameaçando a mim e à minha família, e (também) cartas que enviavam para mim.
Foi um acidente o que aconteceu. Uma fatalidade. Mas nunca e em nenhum momento deixaram eu me defender. As pessoas só me acusam e não querem saber do meu lado. É muito difícil sofrer tudo e passar por tudo isso sem em nenhum momento quererem saber do meu lado. Fizeram campanha para eu nunca mais conseguir um serviço. O que é isso? Não podem me julgar desse jeito sem saber minha versão.
G1 Piracicaba - Porque você nunca foi às audiências do caso?
Claudio Cesar Messias - Por causa de toda essa questão das ameaças, das pessoas ficarem fanáticas por essa história e eu tenho medo do que pode acontecer comigo e com a minha família. As pessoas vinham com cartazes nas audiências, me chamando de assassino, como é que eu viria até aqui? O que é isso? As pessoas só ameaçam a gente.
G1 Piracicaba - Mas não foi oferecido escolta?
Claudio Cesar Messias - Sim, mas só na hora da sessão. Queria que minha cara sumisse da internet, não queria me expor para mais gente me ver e mais gente me ameaçar. Queria proteção 24 horas por dia, não somente quando estivesse aqui. E se alguém seguisse a viatura e me encontrasse? Fica difícil.
G1 Piracicaba - E de agora em diante, o que você espera para resolução deste caso?
Claudio Cesar Messias - Espero que eu seja inocentado, porque eu sou inocente. Por isso que eu não me interessei pelo acordo de pagar duas cestas básicas. Seria uma pena pequena, mas uma comprovação de que eu sou culpado e eu sei que não sou.
Em cinquenta anos de vida, eu nunca tive uma passagem pela polícia, não é agora que vou manchar minha ficha. Eu sou homem. Se eu tivesse feito de propósito, tudo bem de fazer um acordo, mas eu não fiz. Eu não vi o cachorro para fora da caçamba. Errei com a corda, mas não o vi para fora. Jamais faria isso.

Fonte: G1

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Foi um verdadeiro inferno", diz ator sobre vida pós-"Star Wars"


Jake Lloyd, o ator que interpretou o Anakin Skywalker mais novo em “Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma”, ficou traumatizado com a experiência: “foi um verdadeiro inferno”.

Com oito anos na época, o então ator mirim sofreu bullying por parte de seus colegas de escola. “As outras crianças eram realmente más comigo. Elas faziam o som do sabre de luz toda vez que me viam. Era uma loucura completa”, afirmou Lloyd, hoje com 22 anos, ao jornal “Daily Mail”.

O ex-ator contou que enfrentava uma rotina exaustiva, com cerca de 60 entrevistas por dia, e acabou desistindo para sempre da atuação. “Aprendi a odiar quando as câmeras estão voltadas para mim”, disse.

O trauma da situação foi tanto que Lloyd destruiu todas as lembranças relacionadas ao filme e limitou-se a dublar a voz de seu personagem para jogos de videogame.

Fonte: UOL Cinema

Estados não garantem piso salarial para professores


Mesmo com a medida estabelecida em lei desde 2008, alguns Estados não garantem que vão cumprir o novo piso salarial para os professores, anunciado pelo MEC na última semana. Levantamento da Folha mostra que ao menos 11 não têm prazo para se adaptar.

A informação é de reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

O novo piso salarial foi calculado em R$ 1.451 --o que corresponde a pouco mais do que dois salários mínimos. O valor, para professores com jornada semanal de 40 horas, representa reajuste de 22,22% em relação ao ano passado.

Entre os Estados que ainda não sabem se conseguirão se adaptar, o caso mais grave é do Rio Grande do Sul, que tem o menor piso do país: R$ 791. No Piauí, professores iniciaram greve na segunda passada exigindo o piso.

Fonte: Folha.com

Casal de adolescentes reaparece após sumir por três dias em "lua-de-mel" no litoral da Bahia


O casal de adolescentes Walter Nascimento Neto, 18 anos, e Caroline Rezende, 17, que mora em Salvador e estava desaparecido desde a última quinta-feira (1°), já voltou para casa.

De acordo com o pai do garoto, Walter Nascimento, os jovens chegaram na tarde deste domingo (4) e disseram que estavam em algumas praias do litoral norte da Bahia, a pelo menos 60 quilômetros da capital.

Em entrevista por telefone ao UOL, Nascimento contou que foi a primeira vez que o filho recebeu uma mesada. “Ele estava com R$ 700 e resolveu fazer isso. Mas isso é coisa de adolescente, não havia motivo nenhum para eles sumirem, já que sempre os apoiamos. Agora vamos ter uma longa conversa”, disse.

A história do desaparecimento dos adolescentes, que namoram há dois anos, ganhou notoriedade após amigos e familiares fazerem uma grande mobilização nas redes sociais. Fotos do casal chegaram a ter centenas de compartilhamentos na internet, gerando uma grande repercussão em Salvador.

“Isso fez com que Walter Neto telefonasse para casa no último sábado, irritado, e anunciasse o retorno no domingo”, disse ao UOL uma amiga da família que não quis se identificar.

A reportagem tentou entrar em contato com familiares da adolescente Caroline Rezende, mas ninguém atendeu aos telefonemas. A titular da Delegacia de Proteção à Pessoa, Juceli Rodrigues, informou ao UOL que o inquérito, aberto no mesmo dia do então suposto desaparecimento, será arquivado.

Na Alemanha, Dilma critica 'protecionismo' europeu com ajuda a bancos


A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar no início da tarde desta segunda-feira, em Hannover, na Alemanha, a nova oferta do Banco Central Europeu (BCE) de empréstimos a juros baixos a bancos da região, alegando que ela terá o efeito de desvalorizar artificialmente a moeda comum europeia e poderá criar bolhas na economia global.

"A política monetária expansionista desses países produz um efeito extremamente nocivo, porque desvaloriza de forma artificial as moedas", afirmou Dilma. "O que o Brasil quer é mostrar que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado, que é o câmbio. Não é tarifa, é o câmbio", disse.

A presidente pretende levar a queixa à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, no encontro que as duas terão na noite desta segunda-feira após a abertura da CeBIT, a maior feira internacional de tecnologia, que tem neste ano o Brasil como país-parceiro.

Para a presidente do Brasil, os europeus estão dispostos a ouvir a queixa. "Tenho certeza que sim. Pelo menos a chanceler declarou com muita pertinência que ela tinha consciência do fato", afirmou Dilma, comentando as declarações feitas na sexta-feira por Merkel, que afirmou que a medida do BCE não se repetirá e que o montante liberado aos bancos será rapidamente absorvido pelo sistema financeiro e não criará excedentes.

Na semana passada, o BCE anunciou a liberação adicional de 530 bilhões de euros para os bancos europeus a juros de 1% ao ano. Em dezembro, outros 489 bilhões de euros já haviam sido oferecidos aos bancos.

Apesar das justificativas de Merkel sobre a ajuda aos bancos, Dilma afirmou que "é importante que os países desenvolvidos não façam só políticas monetárias expansionistas, mas façam também políticas de expansão do investimento".

"Os investimentos melhoram não só a demanda interna, mas também abrem a demanda externa para os nossos produtos", afirmou.

Emergentes com o Brasil
Segundo Dilma, a crítica às políticas europeias de combate à crise não são somente do Brasil. "Não estamos sozinhos nisso, todos os emergentes estão com o Brasil. Isso é uma constatação técnica, não estamos falando nada demais. É importante que se perceba isso", afirmou.

"Assim como é importante se conter a inflação, e todo mundo discute inflação, é importante também discutir mecanismos incorretos de política cambial", observou a presidente.

Questionada se as críticas brasileiras não representam uma interferência nos assuntos internos europeus, a presidente rebateu afirmando que a política do BCE "está interferindo nos assuntos" de países fora do bloco.

"É um efeito internacional, não é um efeito de países. Não sou eu que reconheço isso, são os organismos multilaterais, como o FMI, o BIS (o banco de compensações internacionais), que percebem claramente os efeitos disso", afirmou.

"Todo mundo se queixa de barreira tarifária, de protecionismo. Essa é uma forma de protecionismo", observou Dilma. Segundo ela, além da desvalorização artificial da moeda, a política do BCE "cria uma massa monetária que não vai para a economia real".

"Produz o que? Bolha, especulação. Reconheço que é um mecanismo de defesa, mas o que se ganha com isso, e vou repetir uma expressão do BIS, se ganha tempo só", disse.

Assessor desautorizado
A presidente brasileira também aproveitou a curta entrevista à imprensa que acompanha sua visita na Alemanha para desautorizar declarações feitas na véspera pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Garcia havia afirmado que o Copom (comitê de política monetária do Banco Central) deve reduzir os juros em sua próxima reunião, ajudando a reduzir a pressão para a entrada de divisas no país e pela valorização excessiva do real.

"Quem fala sobre juros no meu governo é o Banco Central, (o presidente do banco) Alexandre Tombini", afirmou Dilma, a poucos metros de distância de Garcia.

"Nem eu nem ninguém tem autorização pra falar sobre juros", completou.

Fonte: UOL Economia

Saia justa na Copa do Mundo


A presidenta do Brasil Dilma Rousseff não fala com o presidente da CBF Ricardo Teixeira, que não  fala com o presidente da Fifa Joseph Blatter, cujo secretário-geral Jérôme Valcke não fala com o ministro do Esporte Aldo Rebelo.

Aí, a CBF resolveu soltar uma nota oficial, no sábado à noite, pasme!,  com a intenção de voltar a se alinhar com o governo federal.

Mas a nota resultou numa atitude muito mais complacente com a Fifa do que se poderia esperar depois que seu secretário-geral mandou chutar o traseiro do Brasil.

E a semana começa com uma tremenda saia justa e uma espada sobre a cabeça porque até junho a Fifa pode desistir de fazer a Copa no Brasil sem ter de pagar um tostão de multa.

É claro que esta é uma hipótese remota, impensável mesmo, jamais acontecida. Mas…

Mas a Fifa acha que está tudo atrasado por aqui, muita coisa está mesmo, a Lei Geral da Copa, inclusive, o que dá motivo de sobra para a Fifa radicalizar.

O que é direito dela, desde que sem xingar ou chutar o traseiro de quem quer que seja, pecado mortal diplomático que obriga o Brasil a agir como agiu.

E como jaboti não sobe em árvore, a pergunta é: amigo íntimo de Teixeira, Valcke não sabia o que estava fazendo ao cometer a ofensa e ainda replicar diante da reação de Rebelo?

Será que  foi assim que Teixeira imaginou poder voltar ao centro da mesa?

Quem vai tirar a saia justa da Copa do Mundo?

Gol de Ronaldinho custa R$ 833 mil e meia vira alvo de críticas no Flamengo


O gol de Ronaldinho Gaúcho na partida do último domingo, contra o Duque de Caxias, garantiu a vitória do Flamengo pela segunda rodada da Taça Rio, mas não evitou uma nova série de cobranças ao jogador por parte da torcida. Com um salário de R$ 1,250 milhão e um altíssimo custo de aproximadamente R$ 833 mil por cada vez que balança as redes em 2012, o craque não consegue escapar dos seguidos questionamentos pelo rendimento abaixo do esperado.

Em dois meses da atual temporada, o jogador recebeu R$ 2,5 milhões, mas seu desempenho ainda está longe de ser equivalente ao salário milionário. O Gaúcho marcou apenas três gols, não foi decisivo como muitos esperavam e chamou mais a atenção no noticiário por polêmicas fora de campo do que pelo futebol que o consagrou como melhor jogador do mundo em três oportunidades.

Entre insônias, mulheres na concentração e poucos gols, Ronaldinho conseguiu criar um panorama completamente diferente de quando chegou ao clube, em janeiro de 2011, e já experimenta um alto grau de rejeição. Internamente, segundo apurou o UOL Esporte, é comum ver dirigentes e conselheiros questionando a alta cúpula do rubro-negro se o investimento feito no jogador é válido.

Apesar do pouco tempo de convívio com a estrela do time, o técnico Joel Santana já percebeu o volume excessivo de cobranças ao jogador. Ainda que tente evitar uma polêmica sobre o caso e não comente as recentes exibições, o treinador não esconde que também espera uma atuação digna do status do camisa 10.

"Tenho certeza que ele vai atuar bem e fazer os gols que nós ainda estamos esperando. O Ronaldo é experiente, sabe conviver bem com essas cobranças que estão acontecendo e vai sair dessa. Um jogador com a bagagem dele, sabe que sempre se espera o melhor. Tem que saber trabalhar com os dois lados da fama", disse Joel.

O comentário de Joel reflete bem o clima tranquilo para Ronaldinho no departamento de futebol, mesmo com todas os questionamentos sobre o seu desempenho. Desde a saída de Vanderlei Luxemburgo, do diretor Luis Augusto Veloso e do supervisor Isaías Tinoco, o jogador não sofre uma cobrança direta.

Fonte: UOL Esportes