segunda-feira, 4 de junho de 2012

Coleta de dados pelo Google viola a privacidade, dizem os reguladores


Após meses de negociação, Johannes Caspar, uma autoridade alemã de proteção de dados, forçou o Google a lhe mostrar exatamente o que seus carros Street View vinham coletando de potencialmente milhões de seus conterrâneos. Pedaços de e-mails, fotos, senhas, mensagens de texto, postagens em sites e redes sociais –todo tipo de comunicação privada na Internet– foram pegos casualmente enquanto os carros especialmente equipados fotografavam as ruas do mundo.

“Foi uma das maiores violações das leis de proteção de dados que já vimos”, lembrou Caspar recentemente sobre a fiscalização por muito tempo buscada, realizada no final de 2010. “Nós ficamos muito bravos.”

O Google pode ser uma das empresas mais bacanas e inteligentes desta ou de qualquer era, mas também incomoda muita gente –concorrentes que argumentam que faz uso injusto de seu tremendo peso, autoridades como Gaspar que dizem que ele ignora as leis locais, defensores da privacidade que pensam que ele pega coisas demais de seus usuários. Nesta semana, os reguladores antitruste europeus deram um ultimato à empresa, para que mude seu modelo de buscas ou enfrente as consequências legais. Os reguladores americanos podem ser os próximos.

O ataque antitruste onde há muita coisa em jogo, que ocorrerá a portas fechadas em Bruxelas, poderá ser o início de tempos difíceis para o Google. Um caso semelhante nos Estados Unidos, nos anos 90, prenunciou a punição à Microsoft, a empresa de tecnologia mais temida da época.

Mas não se deve subestimar o Google. Ele é soberbo em conseguir se livrar de problemas. Basta perguntar a Caspar ou a qualquer outro de seus pares ao redor do mundo, que tentaram culpá-la do que um deles, o ministro das Comunicações australiano, Stephen Conroy, chamou de “provavelmente a maior violação na história da privacidade”. A coleta de dados secreta do Street View provocou investigações em pelo menos uma dúzia de países, inclusive quatro nos Estados Unidos. Mas o Google ainda precisa dar uma explicação completa para o motivo da informação ter sido coletada e quem na empresa sabia a respeito. Nenhum regulador nos Estados Unidos viu as informações coletadas dos cidadãos americanos pelos carros do Google.

A história de como o Google escapou de uma prestação de contas plena do Street View ilustra não apenas como as empresas de tecnologia deixaram os reguladores para trás, mas também o relacionamento complicado delas com seus clientes que as adoram.

Empresas como Google, Amazon, Facebook e Apple fornecem novas formas de comunicação, aprendizado e entretenimento, mágica de alta tecnologia para as massas. Elas possuem informação bruta de centenas de milhões de vidas –e-mails íntimos, fotos reveladoras, buscas por ajuda, amor ou fuga.

As pessoas entregam esta informação de bom grado, às vezes avidamente. Mas há um preço: a perda de controle, ou até mesmo de conhecimento, do destino dessa informação pessoal e como está sendo remoldada em uma identidade online, que pode lembrar quem você realmente é ou não. As leis de privacidade e estatutos de interceptação de comunicação são de pouca ajuda, porque não acompanharam a velocidade vertiginosa do progresso tecnológico.

Mãos atadas
Michael Copps, que no ano passado concluiu um mandato de 10 anos como comissário da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), disse que os reguladores estão sobrecarregados.

“O setor se tornou mais poderoso, a tecnologia se tornou mais penetrante e está chegando a um ponto em que não podemos fazer muita coisa a respeito”, ele disse.

Apesar do Google viver de informação, ele se mantém calado a respeito de si mesmo, como mostra o episódio do Street View. Quando os reguladores alemães forçaram a empresa a reconhecer que os carros estavam interceptando dados não criptografados de Internet de redes sem fio, a empresa responsabilizou um erro de programação, no qual um programa experimental de um engenheiro foi incluído acidentalmente no Street View. Ela destacou que a informação nunca foi destinada a qualquer produto do Google.

A FCC não viu da mesma forma que o Google, dizendo no mês passado que o engenheiro “pretendia coletar, armazenar e analisar” os dados “para possível uso em outros produtos do Google”.

Ela também disse que o engenheiro compartilhou o código do programa e um “documento de projeto” com outros membros da equipe Street View. A coleta de dados pode ter sido equivocada, disse a agência, mas não foi acidental.

Apesar da agência ter dito que não encontrou violação da lei americana, ela disse que a investigação foi inconclusiva, porque o engenheiro citou a Quinta Emenda contra a autoincriminação. Ela multou o Google em US$ 25 mil –por obstrução da investigação.

O Google, que disse repetidamente que deseja deixar o episódio para trás, se recusou a responder perguntas para este artigo.

“Nós não temos muita escolha a não ser confiar no Google”, disse Christian Sandvig, um pesquisador de tecnologia das comunicações e políticas públicas da Universidade de Illinois. “Nós dependemos dele para tudo.”

Essa dependência construiu uma empresa impressionante –e uma autoconfiança difícil de distinguir da arrogância.

“O Google não parece achar que algum dia terá que prestar contas”, disse Sandvig. “E até o momento não teve.”

Objeções
Quando o Street View foi lançado em 2007, ele provocou objeções imediatas na Europa, onde as leis de privacidade são duras. Os nazistas usavam dados do governo para perseguir sistematicamente os judeus e outros grupos indesejados. A polícia secreta da Alemanha Oriental, a Stasi, controlava do mesmo modo os dados para monitorar aqueles que considerava inimigos.

“Nos Estados Unidos, a privacidade é um assunto do consumidor”, disse Jacob Kohnstamm, presidente da Autoridade Holandesa de Proteção de Dados. “Na Europa. é uma questão de direitos fundamentais.”

A Alemanha tem sido um ninho de protestos. Em Molfsee, uma cidade de 4.800 habitantes no Mar Báltico, o vice-prefeito Reinhold Harwart organizou um grupo de moradores em um protesto.

“O sentimento principal: quem dá ao Google o direito de fazer isso?” disse Harwart, atualmente com 74 anos, em uma entrevista recente. “Nós ficamos ultrajados pelo Google ter vindo, invadido nossa privacidade e enviado dados para a América, onde não temos ideia para o que seriam usados.”

O Google dá poucas pistas. Após os reguladores franceses de privacidade terem inspecionado o carro do Street View no início de 2010, a empresa foi forçada a explicar que os carros estavam coletando informação das redes de Wi-Fi dos lares –basicamente, como elas se conectam à Internet– para melhorar os serviços baseados em localização.

Peter Fleischer, o consultor jurídico de privacidade global do Google, escreveu em uma postagem de blog, em 27 de abril de 2010, que a empresa não revelou anteriormente essa parte do Street View porque “nós não achávamos que era necessária”.

Mas ele disse que apenas informação técnica sobre as redes estava sendo coletada, não o conteúdo enviado.

Mesmo assim, os reguladores alemães, particularmente Caspar, o comissário para proteção de dados de Hamburgo, ficaram alarmados. O Google, notou Caspar, não disse nada sobre coletar dados de Wi-Fi quando negociou a permissão para o Street View.

Caspar queria inspecionar o carro do Street View. O Google disse inicialmente que não sabia onde eles estavam, de modo que não podia apresentá-los. Então, em 3 de maio, ele permitiu que um perito do escritório de Caspar visse um veículo. Mas o disco rígido com a informação estava faltando.

Diante da persistência dos alemães, o Google publicou uma postagem, em 14 de maio de 2010, dizendo que foi levado a “rever tudo o que estamos coletando”. No final, foi revelado que o Google estava coletando e-mails e outros dados pessoais.

Para uma empresa como o Google, que vive de dados, mais é sempre melhor.

“Os diretores de privacidade do Google olharão para isso e dirão: ‘Não é ilegal, talvez ninguém venha a olhar isso, e enquanto isso nós armazenaremos os dados fora do alcance, em algum grande banco de dados”, disse Helen Nissenbaum, uma especialista em privacidade da Universidade de Nova York. “Nós estamos tão encantados com os dados, e com as coisas boas que podem trazer, que talvez tenhamos não dado a devida atenção a problemas potenciais.”

Caspar pediu para ver o disco rígido. O Google disse que entregá-lo poderia expô-lo a uma violação da lei alemã de telecomunicações, que proíbe operadores de rede e outros administradores de dados de revelarem comunicações privadas de seus clientes.

Isso não fazia sentido para Caspar, que explicou que, como comissário de proteção de dados, ele tinha autoridade para receber os dados. Finalmente, no final de 2010, a empresa cedeu e deu o disco rígido para Caspar. Àquela altura, os promotores em Hamburgo deram início a uma investigação criminal.

O Google foi igualmente resistente com as autoridades americanas.

Richard Blumenthal, o procurador-geral de Connecticut na época, anunciou no final de junho de 2010 que ele e os procuradores-gerais de mais de 30 outros Estados tinham iniciado uma investigação. Como os europeus, eles pediram pelos dados. Por meses.

“O Google resistiu em fornecer mais informação, mesmo ciente de que a coleta tinha sido um erro”, lembrou Blumenthal em uma entrevista recente.

O Google argumentou que sua coleta de dados era legal nos Estados Unidos. Mas ele disse aos reguladores que não podia lhes mostrar os dados coletados, porque fazê-lo violaria as leis de privacidade e interceptação de dados.

Em dezembro de 2010, Blumenthal emitiu uma intimação e ameaçou uma ação legal adicional se não obtivesse os resultados. Então ele foi eleito ao Senado por Connecticut e seu sucessor, George Jepsen, assumiu.

Nenhum acordo formal foi acertado.

Alguns dos envolvidos no caso estão confusos.

“Eu não consigo imaginar nenhum outro caso envolvendo múltiplos Estados que tenha simplesmente desaparecido”, disse um ex-regulador estadual que pediu para que seu nome não fosse mencionado, já que não queria ser visto como criticando seus ex-colegas. “Investigações estaduais individuais sim. Mas abrir uma investigação multiestadual e não concluí-la com pelo menos um acordo em juízo ou alguma resolução é muito incomum.”

Uma porta-voz de Jepsen disse que a investigação ainda está “ativa e em andamento”.

Jepsen se recusou a ser entrevistado.

“A plataforma legal não acompanhou a velocidade da plataforma tecnológica”, disse Blumenthal. “Logo, o esforço de investigação foi feito com menos munição legal do que o normal.”

O mesmo vale para outras contestações legais ao Street View.

Cidadãos de vários Estados entraram com processos contra o Google, dizendo que a empresa violou as leis federais de interceptação de comunicação por meio do Street View. Esses processos foram consolidados em uma ação coletiva em San Francisco.

O Google pediu sua rejeição, argumentando que como coletou informação apenas de redes não criptografadas, ele não violou a lei. Em uma derrota significativa, um juiz federal disse que o que a empresa estava fazendo era mais parecido com um grampo telefônico e permitiu a continuidade do processo. Mas ele permitiu que o Google apelasse imediatamente, dizendo que se tratavam de questões legais novas. O caso pode vir a parar na Suprema Corte dos Estados Unidos.

Na Alemanha, Caspar também teve que parar. Ele está aguardando pelos promotores impetrarem as acusações criminais. Se não o fizerem, ele disse que impetrará suas próprias ações administrativas.

Quanto ao engenheiro no centro da controvérsia, Marius Milner vive em Palo Alto, Califórnia, no coração do Vale do Silício, e aparentemente ainda trabalha para o Google. (A porta de sua garagem estava aberta, exibindo um Miata preto conversível com sua placa contendo a famosa frase da página de busca do Google, “Estou com sorte”.)

Durante uma breve conversa em sua varanda da frente, Milner se recusou a dizer algo.

sábado, 2 de junho de 2012

Big Ben deve ser rebatizado de Torre Elizabeth, diz jornal


O célebre relógio Big Ben -- principal símbolo de Londres-- deve ser rebatizado em breve com o nome de Torre Elizabeth devido ao Jubileu de Diamantes da rainha da Inglaterra, revela o jornal "Daily Mail" neste sábado.

Um grupo de 331 deputados, incluindo o primeiro-ministro, David Cameron, firmou a petição para que a rainha seja homenageada deste modo, por ocasião do 60º aniversário de sua subida ao trono.

Relógio do Palácio de Westminster, conhecido como Big Ben, deve ser rebatizado de Torre Elizabeth
Relógio do Palácio de Westminster, conhecido como Big Ben, deve ser rebatizado de Torre Elizabeth


"É uma grande notícia que tantos deputados apoiem este merecido tributo à rainha. Espero que a ideia prospere", disse Cameron, citado pelo "Daily Mail".

Oficialmente, a construção de 96 metros de altura no centro de Londres se chama Torre do Relógio, mas ganhou o apelido de Big Ben pelo enorme som produzido por sua campainha.

O Parlamento examinará a proposta no final de junho e, provavelmente, vai aprová-la, segundo o "Daily Mail".

Fonte: Folha.com

Justiça: "Pânico" e toda a Band não poderão mais se aproximar de Silvio Santos


Os integrantes do "Pânico na Band" acabaram de ter sua primeira derrota judicial após se transferirem para a Band. Além de prejuízo para o próprio humorístico, toda a Band está sendo afetada a partir de agora. 

Por meio de uma decisão judicial tomada pelo desembargador Vito Guglielmi, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nenhum dos integrantes do "Pânico" poderá se aproximar de Silvio Santos. A distância máxima de aproximação é de 100m. Além disso, também ficou vedada a imitação do dono do Baú, que já foi um dos carros-chefes do programa com a interpretação de Wellington Muniz, o Ceará.

A decisão da Justiça ainda se estende à toda a Band, que está proibida de "perseguição, do cerco e do constrangimento à participação [de Silvio Santos] em seus programas". Todas as características do apresentador, como as referentes às caricaturas, e a captura, utilização e exibição de imagens também foram proibidas sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A principal motivação que teria feito Silvio Santos a iniciar uma demanda contra o "Pânico na Band" teria sido um aborrecimento com uma dublagem feita. O programa colocou na boca de Silvio um palavrão que ele não teria dito. 

As relações entre Silvio Santos e a turma do "Pânico" não anda bem desde a transferência para a Band, em fevereiro deste ano. A alta cúpula do SBT demonstrou surpresa e descontentamento ao saberem da mudança, afinal sempre foi um desejo do canal contar com os humoristas em sua grade.

Alguns rumores indicaram que o crescimento da audiência do "Pânico" na nova emissora também teriam irritado Silvio, que é concorrente direto.

Antes mesmo de ter movido esta ação judicial contra o "Pânico", Silvio Santos já demonstrou publicamente que não estava de bem com os humoristas.

Nos programas dos dias 6 e 13 de maio, Rodrigo Scarpa tentou abordar Silvio Santos na entrada do Jassa, salão de cabeleireiros que o empresário frequenta há muitos anos. Silvio não deu atenção e fez um gesto que foi interpretado como um palavrão.


Recurso:

A ação judicial movida por Silvio Santos contra o "Pânico" ainda cabe recurso, afinal está no Tribunal de Justiça. 

A decisão, por sua vez, só está tendo este efeito graças a um recurso impetrado pelos advogados de Silvio. Na primeira instância judicial, o empresário foi derrotado sob o argumento de que a liminar iria ferir a liberdade de imprensa. No TJ, por sua vez, o entendimento do desembargador é que houve abuso por parte do humorístico.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Após fiasco no Fla, clubes da elite do Brasil fecham as portas para Gaúcho


Desde a última quinta-feira, Ronaldinho Gaúcho está livre no mercado. O astro, eleito por duas vezes o melhor do mundo, quando atuava no Barcelona, entrou com uma ação na Justiça do Trabalho e obteve uma liminar para deixar o Flamengo, além de cobrar uma dívida de R$ 40 milhões.

E qual será o futuro do meia de 32 anos? Se depender da vontade dos principais clubes do Brasil, Ronaldinho ficará desempregado. Dirigentes da elite do futebol nacional descartam contratá-lo. Justificam que não há espaço nos seus times ou o salário do pentacampeão mundial em 2002 está fora da realidade (veja quadro abaixo).

Com problemas particulares, Gaúcho revelou, em entrevista ao UOL Esporte, que pode se afastar dos gramados. “Vou aproveitar para dar um tempo e cuidar da minha mãe. Isso é o mais importante no momento”, disse. A mãe do jogador foi submetida a uma cirurgia para retirada de tumor em um hospital de Porto Alegre.

  • SÃO PAULO


    “É uma posição que estamos bem servidos. Não temos interesse. Nem entramos em avaliação de perfil, porque é uma posição que temos muita gente”

    João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol
  • PALMEIRAS


    "Nós estamos acompanhando o que está acontecendo como todo mundo está, mas não vejo também grandes perspectivas de que nasça interesse da parte do Palmeiras nessa aquisição nesse momento"

    Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol
  • SANTOS

    "O Ronaldinho não se encaixa em nossa política salarial. Não ouvi o comitê de gestão, a comissão técnica, não posso falar se o Santos teria interesse. Agora, creio que não, mas é precisaria ouvir o comitê"

    Odílio Rodrigues, vice-presidente
  • FLUMINENSE

    "Já temos o elenco praticamente fechado para o Brasileiro. Não dá para falar sobre Ronaldinho Gaúcho, não vamos nem nos posicionar a respeito disso"

    Rodrigo Caetano, diretor de futebol
  • VASCO

    "Não tem chance de isso acontecer e nem passa pela nossa cabeça. Não tem como, existe um alto custo e o desempenho recente do Ronaldo está longe do ideal. Não há o que justifique um investimento deste porte"

    Daniel Freitas, diretor de futebol
  • GRÊMIO

    "Pelo amor de Deus, não tem nem que perguntar, esse assunto não é do Grêmio, tem que ir perguntar para a Patrícia Amorim. Não falo sobre isso, por favor”

    Paulo Pelaipe, diretor executivo
     
  • INTERNACIONAL


    "É quase impossível pagar um salário como o ele. Além da identificação do Ronaldinho com o outro lado, que não é o Inter. Não existe interesse”

    Cuca Lima, assessor do departamento de futebol
     
  • ATLÉTICO-MG


    "Não vou falar nem que sim e nem que não. A diretoria não fala sobre especulação. Em momento algum o assunto Ronaldinho foi comentado pelo Atlético”

    Eduardo Maluf, diretor de futebol
     
  • CRUZEIRO


    "Nenhuma chance. Não há possibilidade nenhuma do Cruzeiro trazer o Ronaldinho Gaúcho. Não tem motivo, só não há possibilidade, nenhuma chance"

    Alexandre Mattos, diretor de futebol
     
  • BAHIA

    "Interesse eu não posso dizer que eu não tenho, pois se trata de um belíssimo jogador. O problema é que o Bahia não tem recurso financeiro para contratá-lo. Se houver uma conciliação de parceiros que tenham interesse, não vejo problema nenhum em ter um jogador desse quilate”

    Paulo Angioni, gestor de futebol
     
  • CORITIBA


    "Não, não há nenhuma possibilidade. É um jogador que está totalmente fora dos padrões financeiros do Coritiba”

    Felipe Ximenes, coordenador de futebol
     
  • NÁUTICO

    "Gostaria muito que o Ronaldinho fosse jogador do Náutico, mas dentro da nossa realidade financeira a possibilidade é zero. Isso só seria possível caso ele aceitasse receber um salário dentro da nossa realidade. Eu sei que isso é difícil porque ele tem mercado, inclusive, fora do Brasil”

    Paulo Wanderley, presidente
     
  • SPORT


    "O Ronaldinho é um grande jogador, mas pela filosofia do nosso treinador ele não se encaixa. Estamos buscando montar um time veloz. Eu admiro o Ronaldinho, mas pelo elenco que estamos montando não será possível”

    Gustavo Dubeux, presidente
     
    Fonte: UOL Esporte

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pequeno asteroide passa muito próximo da Terra


Descoberto na última segunda-feira, 28 de maio, o pequeno asteroide denominado 2012 KT42 passou nesta terça-feira, portanto ontem, muito próximo da superfície da Terra. O 2012 KT42 que possui quatro metros de diâmetro passou a 14 mil quilômetros de distância da Terra.
Dados fornecidos por cientistas informam que a aproximação deste pequeno asteroide com a Terra é a sexta maior registrada até o momento, mas os especialistas consideraram que não haveria risco de colisão com nosso planeta.
Para os especialistas, se o 2012 KT42 entrasse em nossa atmosfera por ele se tratar de um pequeno asteroide ele seria desintegrado totalmente em pequenos pedaços inofensivos.
Você não sabia, mas só nesta semana foi à segunda passagem de um asteroide próximo a Terra, pois na segunda-feira 28 de maio, outro corpo celeste, com 21 metros de diâmetro, passou próximo a nosso planeta, a uma distância de 51 mil quilômetros.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Brasileiro trabalha até hoje só para pagar impostos


O equivalente ao rendimento que o trabalhador brasileiro obteve de 1º de janeiro deste ano até hoje (29) será usado só para o pagamento de impostos, taxas e contribuições. Em 2012, foram necessários quase cinco meses para arcar com toda a carga tributária exigida pelos governos federal, estaduais e municipais. Os cálculos são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

O volume de dias trabalhados pelo brasileiro só para pagar impostos soma 150 dias e é superior ao de países como México (95 dias), Chile (97 dias), Argentina (101 dias), Estados Unidos (102 dias) e Espanha (137 dias). É praticamente o mesmo observado na França (149 dias) e inferior ao visto na Suécia (185 dias).

Média de dias trabalhados para arcar com tributos vem subindo
O total de dias é bem superior ao das décadas anteriores. Na década de 70, por exemplo, em média, foram necessários 76 dias trabalhados por ano somente para pagar tributos, ou dois meses e 16 dias. Na década de 80, a média subiu para 77 dias (dois meses e 17 dias) e, na década de 90, para 102 dias (três meses e 12 dias).

Parte da tributação no Brasil incide sobre os rendimentos. É o caso, por exemplo, do Imposto de Renda. O cidadão também paga imposto sobre o consumo, que já vem embutido no preço dos produtos e serviços, como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS. Paga, ainda, imposto sobre o patrimônio, como o IPTU e o IPVA.

De todo o rendimento bruto, o contribuinte brasileiro terá de destinar 40,98%, em 2012, para arcar com essa tributação. Em 2003, a média foi de 36,98% do rendimento, contra 37,81% em 2004, 38,35% em 2005, 39,72% em 2006, 40,01% em 2007, 40,51% em 2008, 40,15% em 2009, 40,54% em 2010 e 40,82% em 2011.

Fonte: UOL Economia

Música afeta desempenho no treino, aponta estudo


Quem deseja otimizar o treino não precisa apenas investir em roupas mais leves e tênis adequados. A playlist que você escuta enquanto malha, corre ou caminha afeta, e muito, seu desempenho. Portanto, ela deve ser montada levando em consideração qual exercício você realizará e o bpm (batimento por minuto) de cada canção. É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte.

Mas para montar uma listagem com músicas adequadas para a atividade é preciso selecionar as canções levando em consideração o gosto pessoal e o quanto a canção é motivadora. "A pessoa deve escolher uma música que ela se sinta confortável ouvindo e, caso ela não tenha como medir o bpm e avaliar se é uma boa escolha, o ideal é que ela tenha pelo menos o batimento próximo da sequência de passadas que ela dá", recomenda Bigliassi.

Não existe nenhum estilo musical proibido para se ouvir durante os treinos.  Bigliassi indica acrescentar na listagem músicas que lembrem alguma recordação boa e revigorante. "É uma música que assim que começa a tocar estimula e dá um gás para que a pessoa continue fazendo a atividade", determina.

Ouvir música durante a prática de atividades é recomendado com base em estudos de processamento paralelo. "À medida que a pessoa faz um exercício ela foca mais no que escuta do que nas pequenas dores e no cansaço que a atividade traz", revela.

Músicas de caráter inspirador também podem ajudar a dar um ânimo para levantar do sofá e ir para a academia. "A Eye of The Tiger, trilha do filme Rocky Balboa, por exemplo, já foi alvo de diversos estudos, pois ela passa uma mensagem positiva e quando usada antes de praticar uma atividade apresenta melhorias nessa atividade", explica.

Medir o bpm

Diversos aplicativos podem ser baixados na internet para identificar qual o batimento por minuto de uma canção, mas ainda assim mostrar a lista ao professor de Educação Física é uma das melhores opções. "A pessoa deve procurar um profissional com conhecimento para se certificar se as músicas escolhidas são adequadas ao treino que ele realiza", destaca ele.

Uma música ideal para uma corrida de maior intensidade deve ter, em média, uma variação de 120 a 145 bpm. Já uma caminhada moderada, entre 115 e 125, enquanto uma caminhada leve deve ter até 100 bpm.

Ainda que escutar uma música com o bpm incorreto para atividade física possa afetar o treino, ela não traz nenhum tipo de prejuízo para o corpo. "Mas nem sempre ouvir uma música dessas é ruim, pois durante uma atividade a pessoa pode usar uma música não sincronizada, mas ter os batimentos cardíacos aumentados por essa canção ser motivacional e aumentar a ativação para a tarefa", pondera o autor do estudo.

Músicas diferentes para cada treino

Para quem treina musculação, mas não deixa o treino aeróbio de lado, o ideal é separar os treinos em duas playlists, pois cada exercício tem uma execução rítmica diferente. "A corrida tem uma batida, enquanto a musculação tem outra. Quando a pessoa está fazendo um treino de hipertrofia, uma música muito rápida sai da pulsação rítmica do próprio exercício e isso não é adequado", destaca Carlos Hernan Guerrero Santana, membro do Conselho de Educação Física de SP.

Bigliassi indica músicas motivacionais para os treinos de musculação. "É muito difícil sincronizar uma música com as repetições de cada exercício, teria que colocar uma canção muito lenta e o caráter motivacional fica perdido", alerta.

Para quem costuma fazer um treino de alongamento antes de iniciar outras atividades, essa playlist também deve ser composta de músicas diferentes e mais calmas.

Playlists prontas

O iTunes, reprodutor de áudio desenvolvido pela Apple, dispõe de diversas playlists que podem ser baixadas para a prática de diferentes tipos de exercícios. No entanto, Bigliassi alerta que as músicas selecionadas nem sempre têm a mesma qualidade motivacional para cada um. "Não existe uma única canção que motive a todos. É uma escolha muito pessoal", explica.

Além disso, existe a questão da sincronização dos movimentos. "A música proposta pode oferecer uma intensidade diferente, pois mesmo que eles tenham elaborado a listagem pensando numa frequência de passadas média, isso varia de pessoa para pessoa”, define.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PF investiga desaparecimento de R$ 5 mil da Casa da Moeda


Sumiço aconteceu em janeiro de 2011, mas só agora polícia entrou no caso.
Comissão interna que apurou sumiço sugeriu arquivamento de investigação.

A Casa da Moeda, considerada um dos lugares mais seguros do país, teve seu rigoroso sistema burlado, conforme mostrou reportagem do Fantástico. Um total de R$ 5 mil, em 100 notas de R$ 50, desapareceu do local, em 14 de janeiro de 2011, sem que até agora ninguém saiba onde foi parar o dinheiro.
O desaparecimento foi investigado por uma comissão interna da Casa da Moeda e ficou guardado em segredo por mais de um ano pela presidência da instituição. Sem descobrir onde foi parar o dinheiro sumido e sem ter certeza do que aconteceu no dia do desaparecimento, a comissão acabou sugerindo, em dezembro, o arquivamento do caso.
"A exteriorização do episódio", diz o relatório final, "ecoa de forma negativa junto à sociedade, arranhando com certeza a imagem de empresa segura". Só agora, oito meses depois de a investigação ter terminado, a presidência da Casa da Moeda decidiu comunicar o caso à Polícia Federal.
O delegado que vai investigar o caso diz que a Casa da Moeda errou ao não informar o caso à Polícia Federal imediatamente.
“Eu considero um equívoco. Tomou conhecimento do fato, comunica à Polícia Federal para instaurar o procedimento criminal, inquérito policial”, diz o delegado Victor Hugo Poubel.
A Polícia Federal, agora, vai investigar se ocorreram outros desvios.
O superintendente da Diretoria de Administracao e Financas da Casa da Moeda, Álvaro de Oliveira Soares, que já ocupava o cargo quando as notas sumiram, acredita que a quantidade de cédulas desaparecidas foi pequena. E que o processo é seguro.
“O controle existe. Tanto que nós estamos falando de 100 cédulas em 4 bilhões, que é o programa anual desse ano. Se você tem um controle que detecta o desaparecimento de 100 cédulas num volume desses significa que você tem um controle e que esse controle é efetivo”, acredita Álvaro de Oliveira Soares.
Mas Soares diz que não é aceitável que se perca nem uma cédula sequer. “Não é aceitável perder nenhuma, mas acontece, e se acontece tem que ser apurado”, afirma Álvaro, sem saber dizer onde estão as notas.
O delegado Victor Poubel explicou que houve crime. “Fica solidamente provado que realmente houve a subtração e a prática do crime. Essa é a prova que a Polícia Federal precisa”, afirmou. “Alguém subtraiu. Dinheiro não tem asa”, acrescentou.
O Banco Central, responsável por botar o dinheiro em circulação, informou que essas notas são válidas. Quem tem uma dessas cédulas não cometeu crime e ainda pode ajudar nas investigações.
As notas de R$ 50 desaparecidas estão entre os números de série  BA 27.787.201 e BA 27.787.300. Confira a numeração das cédulas que sumiram no site do Fantástico.

Descoberta por acaso
A Casa da Moeda fica no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde nascem os bilhões de reais que circulam todos os dias no país. Ninguém entra no local sem passar por um rigoroso sistema de revista.
O Fantástico teve acesso exclusivo aos documentos da comissão interna que investigou o desaparecimento das notas.
O sumiço do dinheiro foi descoberto por acaso. No dia 15 de janeiro de 2011, a funcionária responsável pelo controle de qualidade de impressão percebeu que, em uma folha, havia um pequeno defeito. Um gerente decidiu, então, verificar se outros lotes impressos no mesmo dia estavam com o mesmo problema.
Ele entrou no local que deveria ser o mais seguro do prédio: o cofre onde fica o dinheiro pronto para ser enviado ao Banco Central. Ao verificar os lotes, que são numerados e lacrados com plástico, encontrou um dos pacotes abertos. Ao conferir o conteúdo, o gerente percebeu que, em vez das mil notas que deveriam estar ali, havia somente 900. Ou seja: 100 cédulas de R$ 50 tinham desaparecido.
Quando as imagens do circuito interno de segurança foram revisadas, veio a descoberta de uma falha grave: a câmera número 3, que mostra o setor de embalagem de notas já prontas, não cobria toda a área. Ou seja: havia um ponto cego, um lugar onde alguém poderia estar sem ser detectado pelas câmeras.
Segundo a comissão de investigação da Casa da Moeda, foi exatamente o que fez um dos operadores de máquinas.

Luz vermelha na linha de produção
O operador trabalhava em uma máquina seladora, que lacra o lote de dinheiro com uma embalagem plástica. Às 14h45 do dia 14 de janeiro de 2011, uma luz vermelha se acendeu na linha de produção, indicando algum problema de qualidade.
Nesse momento, o funcionário pegou o lote de dinheiro, ainda sem estar lacrado, e saiu do alcance da câmera, voltando em seguida. Enquanto isso, outro lote foi reposto na esteira por uma funcionária. Um procedimento normal, para dar continuidade à produção.
O operador, então, aparece fazendo a conferência das notas que retirou. Ele devolve o lote para a máquina de embalagem, que lacra as cédulas.
Em seguida, uma outra funcionária, responsável por encaixar proteções de papelão nos pacotes de dinheiro, percebe algo estranho no lote manuseado pelo operador.
Ainda segundo o relatório da comissão de investigação, o operador se aproxima da funcionária e diz algo. A mulher, então, libera o dinheiro para o cofre.
No dia seguinte, quando o sumiço já tinha sido descoberto, os funcionários pararam a produção e fizeram um pente-fino para tentar achar o dinheiro. Máquinas de impressão foram desmontadas.
Segundo a direção da Casa da Moeda, o lote de onde sumiram as cédulas só foi manuseado pelo operador da máquina seladora.
Ele disse à comissão que "não tem ideia do que possa ter acontecido".
Já a funcionária contou que "não se lembra do teor da conversa que teve com o operador" e que pode ter sido algo sobre algum problema no empacotamento das notas.
As ações do gerente também chamaram a atenção da comissão, porque, ao abrir o lote onde faltavam as notas, ele destruiu o lacre que tinha o nome de quem fechou pela última vez o pacote de dinheiro.
Na época em que o dinheiro sumiu, a instituição estava modernizando as linhas de produção.
Segundo o texto do relatório, os funcionários não davam conta do trabalho e, por isso, havia até cédulas inacabadas, impressas pela metade, se acumulando no meio da gráfica. Várias eram guardadas até em sacos de lixo.
O presidente da Casa da Moeda na época era Luiz Felipe Denucci. O afastamento dele da instituição nada tem a ver com o sumiço das notas. Denucci foi exonerado do cargo, em janeiro, depois de denúncias de que teria recebido propina de fornecedores da Casa da Moeda através de empresas no exterior.
Depois que máquinas lacram o dinheiro produzido, a Casa da Moeda envia os lotes de cédulas para o Banco Central. De lá, o dinheiro é distribuído para os bancos comerciais. Como o Banco Central não conta novamente os pacotes recebidos, a falta de pequenas quantias só seria percebida nas agências do varejo bancário.

Fonte: G1