domingo, 11 de março de 2012

Mulher descobre bigamia por sugestão de amizade no Facebook


Americano se casou de novo mesmo sem oficializar divórcio anterior.
Rede social sugeriu que ex-mulher adicionasse nova esposa como amiga.

Um americano está sendo acusado de bigamia depois que o Facebook sugeriu a sua ex-mulher que adicionasse como amiga sua nova esposa, informou a imprensa local neste sábado (10).

Alan O'Neil, de 41 anos, – cujo nome original é Alan Fulk – será julgado no tribunal de Pierce County, em Washington, em 22 de março porque sua ex-mulher – que continuava oficialmente casada com ele – descobriu, por meio da rede social, que o acusado mudou de nome e estava novamente casado.

Fulk casou-se com sua primeira mulher em 2001, mas saiu de casa oito anos depois, apesar de nenhum dos dois ter pedido o divórcio. Em dezembro, ele mudou seu nome para O'Neill e, no mesmo mês, casou-se com sua segunda parceira, de acordo com documentos da acusação divulgados pelo jornal “News Tribune” em Tacoma, no nordeste de Washington.

O promotor de Pierce County, Mark Lindquist, afirmou que a primeira mulher descobriu a existência da nova esposa quando o Facebook a recomendou como uma nova "amizade" na rede social, na opção "Pessoas que você pode conhecer". Ao clicar na foto, a ex-mulher viu seu ex-marido com a nova parceira, usando trajes de festa, ao lado de um bolo de casamento. Ela, então, ligou para a mãe dele.

“Uma hora depois, o réu (O'Neil) chegou ao apartamento da ex-mulher, e ela perguntou várias vezes se eles estavam divorciados", informou o tribunal. "O réu disse, 'não, nós ainda estamos casados'", diz o documento.

O'Neill pediu para que não comentasse o fato com sua nova mulher, mas ela alertou as autoridades. "Não é o crime do século, mas é um crime", disse Lindquist ao jornal.

Fonte: G1

Senadores empregam fantasmas e até parlamentares cassados


Mesmo depois da crise de 2009, quando descobriu-se que atos secretos nomeavam parentes e funcionários-fantasmas em seus gabinetes, senadores não perderam o hábito do empreguismo. Pelo contrário. Usam a estrutura da Casa para acomodar profissionais com atividades particulares, mas que recebem dinheiro público — ou que respondem a processos por mau uso de recursos do contribuinte. Levantamento realizado pelo GLOBO com base no Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados demonstra que dos 81 senadores, pelo menos 25 (30%) abrigam em seus escritórios em Brasília ou nos estados desde estudantes que moram fora do Brasil, até médicos e advogados que passam o dia entre clínicas e tribunais. Há também casos de aliados que enfrentam denúncias do Ministério Público ou até mesmo foram cassados por compra de votos.
O presidente do DEM, Agripino Maia (RN), pagava até semana passada mais de R$ 4 mil mensais em seu escritório político no Rio Grande do Norte para uma servidora fantasma. Estudante de Medicina, em vez de trabalhar para o senador em Natal, ela foi fazer um estágio, em agosto de 2011, na Espanha. Gleika de Araújo Maia é sobrinha do deputado João Maia (PR-RN) e do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, demitido por manter escondidos os atos de nomeações e benefícios de pessoas protegidas pelos senadores. Depois de procurado pelo GLOBO, o senador demitiu a funcionária.
Já o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), após renunciar à Presidência do Senado por causa de acusações de que teria recebido dinheiro de um lobista, mantém velhos conhecidos em seu gabinete. Em 2011, resolveu chamar para trabalhar no escritório regional a fisioterapeuta Patrícia de Moraes Souza Muniz Falcão. De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), do SUS, ela atua em duas clínicas, uma delas o Instituto Graça Calheiros, por 40 horas semanais. Renan disse não saber.
O peemedebista não abre mão da mulher de seu primo, o empresário Tito Uchôa, sócio do filho do senador, o deputado Renan Calheiros Filho, no Sistema Costa Dourada de Difusão. Vânia Lins Uchôa Lopes teve de deixar um cargo na presidência do Senado, em 2009, acusada de ser funcionária-fantasma. Em 9 de novembro de 2009, ela foi recontratada e até hoje é paga pelo Senado.
No Rio Grande do Norte, o senador Paulo Davim (PV) paga R$ 8,1 mil para a cardiologista Carla Karini de Andrade Costa, sua sócia em uma clínica no estado. Segundo dados do Ministério da Saúde, ela cumpre 50 horas semanais de trabalho no exercício da Medicina. A assessoria de Davim sustenta que 80% dos pronunciamentos do senador na tribuna do plenário versam sobre saúde. E ela seria a consultora técnica.
‘Tudo é tolerado até que vire escândalo’
Além desses casos, nos quais senadores se valem da resolução do Senado criada em 2010 para regulamentar o horário flexível de trabalho, há os parlamentares que não se importam com o passado de seus funcionários de confiança. O ex-governador do Piauí, senador Wellington Dias (PT-PI), emprega em seu escritório no estado o ex-prefeito de São Pedro do Piauí, Higino Barbosa Filho, cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral em 3 de novembro de 2009 por abuso de poder econômico e captação irregular de votos. Ele responde a três ações por improbidade administrativa. Wellington alegou que o processo não transitou em julgado — embora Higino tenha sido afastado do mandato por decisão judicial.
O senador Ivo Cassol (PP-RO) patrocina uma ilegalidade. O jornalista Francisco Sued de Brito Pinheiro Filho, nomeado como assistente parlamentar em 1 de dezembro do ano passado, ganhou outro cargo público, na Assembleia Legislativa de Rondônia. Em 1 de fevereiro deste ano, ele foi nomeado para trabalhar no gabinete da presidência da Assembleia. Embora o acúmulo de função pública seja proibido por lei, Sued continua a receber pelo Senado e pela Assembleia. A assessoria do senador disse, há 10 dias, que Cassol já havia identificado o problema e mandara demitir o funcionário. No entanto, até sexta-feira ele continuava como servidor federal, de acordo com o Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados do Senado.
Cassol emprega Carlos Alberto Canosa, seu ex-secretário de Assuntos Estratégicos quando foi governador de Rondônia. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) pediu abertura de investigação contra Canosa por irregularidades em contrato de R$ 15 milhões para publicidade do governo.
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) mantém entre seus funcionários Sani Jair Garay Naiamayer. Em dezembro de 2008, a Justiça do Trabalho anulou uma sentença em que o filho de Sani, Cláudio Márcio Almeida Naimaier, havia ganho direitos trabalhistas em uma ação indenizatória contra o pai. O Ministério Público do Trabalho comprovou que a ação foi fraudulenta porque a fazenda Nova Querência, de Sani, sofria duas execuções financeiras da Fazenda Pública do Tocantins, além de duas hipotecas em favor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A senadora emprega Abdon Mendes Ferreira, condenado pelo TCE a devolver R$ 123 mil aos cofres públicos de Crixás por gasto irregular com alimentação, hospedagem e obras.
Cientista político da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas disse que a presença de fantasmas e condenados por desvio de dinheiro público faz parte da cultura política do país, que ainda se pauta pela troca de favores.
— Ou você acredita que o senador não está retribuindo um favor? O sistema tende a acobertar até mesmo delitos de outros políticos. Tudo é tolerado até que vire escândalo. Tudo pode ser feito, se não for divulgado.

Fonte: O Globo

Assad rejeita propostas de Annan e tropas atacam cidade rebelde de Idlib


Ele diz não haver solução enquanto existirem 'grupos terroristas armados'.
Enviado pela ONU, Kofi Annan se reúne com presidente para mediar crise.


O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse neste sábado ao enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que não há nenhuma possibilidade de uma solução política na Síria enquanto grupos "terroristas" estiverem tentando desestabilizar o país.
"A Síria está pronta para garantir o êxito de qualquer esforço honesto para encontrar uma solução para os acontecimentos que ela está testemunhando", afirmou Assad, de acordo com a agência de notícias estatal SANA. "Nenhum diálogo político ou atividade política poderão ser bem sucedidos enquanto houver grupos terroristas armados operando e espalhando o caos e a instabilidade", disse o líder sírio depois de cerca de duas horas de reunião com o ex-secretário geral da Organização das Nações Unidas.
Um porta-voz da ONU disse que Annan havia feito propostas a Assad para acabar com a violência e os assassinatos, permitir o acesso das agências humanitárias, libertar os detidos e iniciar um diálogo político na Síria.
As conversações foram "sinceras e abrangentes", teria dito Annan. Ele vai se encontrar com o presidente Assad novamente no domingo, antes de deixar a Síria para visitar o Catar. Mais tarde neste sábado, Annan se encontrou com líderes da oposição, jovens ativistas e empresários.
Milhares de pessoas já morreram na Síria desde que uma revolta popular contra Assad começou há um ano. Segundo a ONU, esse número já passa de 7.500 vítimas. Enquanto Annan e Assad discutiam a crise, tropas sírias atacavam a cidade de Idlib, um reduto rebelde.
"Forças do regime acabaram de entrar em Idlib com tanques e bombardeios pesados estão ocorrendo agora", disse um ativista local por telefone. O barulho das explosões podia ser ouvido durante a chamada.
Dezesseis combatentes rebeldes, sete soldados e quatro civis foram mortos durante o combate em Idlib, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que afirmou que outras 15 pessoas, incluindo três soldados, morreram devido à violência em outra localidade.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que se encontrou com Annan no Egito mais cedo neste sábado, disse à Liga Árabe que o seu país "não estava protegendo nenhum regime", mas que não acreditava que a crise Síria fosse culpa de apenas um dos lados.
Ele pediu um cessar-fogo e o acesso de ajuda humanitária, mas o Catar e a Arábia Saudita criticaram fortemente a posição de Moscou. Annan, que também se reuniu com Hassan Abdulazim, um antigo oponente de Assad, pediu que se encontrasse uma solução política, mas muitos líderes da oposição dizem que o momento para o diálogo já passou há muito tempo.
"A violência precisa cessar e os presos devem ser libertados para que um período de transição seja negociado", disse Abdulazim depois da reunião. "Não haverá nenhuma solução para a crise enquanto houver violência, matanças, prisões e ameaças." O Conselho Nacional Sírio que está no exílio disse em um comunicado no seu site que qualquer diálogo está descartado enquanto Assad estiver no poder.
A visita de Annan a Damasco aconteceu depois de um dia violento em que, segundo ativistas, as forças de Assad mataram pelo menos 72 pessoas ao bombardear partes da cidade rebelde de Homs, além de tentar dissuadir manifestantes e esmagar rebeldes em outras partes do país.

Fonte: G1

Soma das diferenças entre maior e menor valor de cada um é de R$ 1,7 bi.
TCU, ministério e estados dizem trabalhar com números diferentes.


Governos federal, estaduais e Tribunal de Contas da União (TCU) divergem sobre o valor das obras de 10 dos 12 estádios que receberão partidas da Copa do Mundo no Brasil em 2014.
Levantamento do G1 a partir de relatório do TCU; do Portal da Copa, do Ministério do Esporte; e dos sites oficiais da Copa nos 12 estados-sede indica que a soma das diferenças entre o maior e o menor valor apontado para cada estádio chega a R$ 1,723 bilhão - cifra suficiente para reformar dois Maracanãs.
Além da arena carioca, outros nove estádios (Mineirão, Estádio Nacional de Brasília, Arena Pantanal, Castelão, Arena da Amazônia, Arena das Dunas, Beira-Rio, Arena Pernambuco e Fonte Nova) registraram diferença entre os valores divulgados por suas respectivas administrações e os dados oficiais do governo federal.
Somente o Itaquerão (São Paulo) e a Arena da Baixada (Curitiba) não apresentaram distorções - o primeiro, porque os valores são coincidentes nos sites oficiais; a segunda, porque o governo paranaense não divulga o valor oficial. Em ambos os casos, os estádios são privados - os clubes Corinthians e Atlético Paranaense são os administradores.
Segundo o pesquisador Fabiano Angélico, especialista em acesso à informação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a distorção expõe falta de transparência na divulgação do que governo federal, estados e municípios estão desembolsando para viabilizar a realização da Copa nessas localidades. Não é possível saber qual é o valor verdadeiro das obras.
Questionadas a respeito do valor oficial dos estádios, todas as esferas administrativas confirmaram trabalhar com valores diferentes e não especificaram qual é o valor real do conjunto de investimentos. Admitiram apenas que alguns dos valores divulgados estão desatualizados.
Críticas à organização da Copa abalaram a relação entre o governo federal e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) na última semana. No último dia 2, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, disse que "as coisas não estão funcionando no Brasil". Na mesma ocasião, afirmou que o país precisava de um "pontapé no traseiro", o que gerou protestos do governo, que anunciou que não iria mais aceitar Valcke como interlocutor. Depois, a Fifa pediu desculpas pelo episódio, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enviou carta à Fifa aceitando os pedidos.

Maiores distorções
Segundo o levantamento, as maiores diferenças nos valores divulgados estão nas obras dos estádios Maracanã, no Rio; Nacional Mané Garrincha, em Brasília; Arena Pantanal, em Cuiabá; e Fonte Nova, em Salvador. Todas apresentam, entre números divulgados pelo governo dos estados, Ministério do Esporte e TCU, diferenças superiores a R$ 100 milhões.
A maior diferença aparece no caso da Fonte Nova. Enquanto o governo da Bahia divulga em seu site que gastará R$ 591,7 milhões na reconstrução do estádio, o governo federal, no Portal da Copa, diz que a obra custará R$ 597 milhões; e o TCU, R$ 1,605 bilhão. Segundo relatório do tribunal, o governo da Bahia terá de desembolsar R$ 107 milhões anuais durante 15 anos como "contraprestação" prevista no contrato de parceria público privada com a construtora. A informação, porém, não consta do site do governo baiano.
A diferença verificada nas obras do Maracanã é de R$ 177,9 milhões. Em seu relatório, o TCU diz que serão gastos R$ 705,6 milhões. O site do ministério, R$ 883,5 milhões. O governo do estado do Rio, por meio da assessoria de imprensa da Empresa de Obras Públicas (Emop), informou R$ 859 milhões.
A Arena Pantanal, em Cuiabá, é orçada em R$ 342.060.007,96, de acordo com o TCU; em R$ 518,9 milhões, segundo o Portal da Copa; e em R$ 359 milhões, conforme o governo de Mato Grosso.
Os estádios em Fortaleza e Natal são, por sua vez, os que apresentam as menores diferenças: R$ 7,4 milhões e R$ 17 milhões, respectivamente.
Questionados, estados argumentam que os valores divulgados pelo relatório do TCU estão defasados ou levam em consideração quantias não oficiais. O TCU, por sua vez, reconhece que alguns valores foram divulgados no fim do mês passado, já defasados.

Transparência
"É muito comum aqui no Brasil que os governos entendam transparência como colocar uma informação de qualquer jeito na internet", pondera Fabiano Angélico, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em acesso à informação.
Segundo ele, os governos ainda não têm preparo técnico, ou mesmo interesse, em cumprir à risca a publicação de dados oficiais.
"De um tempo para cá, tem havido essa onda de promover a transparência, e os governos, a contragosto, foram obrigados a tomar essas medidas. Mas as coisas são jogadas na internet, sem linguagem acessível", disse.
Para Angélico, embora a responsabilidade pela divulgação dos dados seja, por lei, dos estados e municípios, a União deveria encabeçar projetos que unificassem essas informações em bancos centralizados. Seria uma forma de uniformizar o acesso. Uma alternativa, segundo ele, seria condicionar os repasses da União à transparência.


Fonte: G1

Justiça condena lanchonete a pagar R$ 5 mil por inseto em sanduíche


Decisão foi do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Empresa informou que toma todos os cuidados com seus produtos.


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um franquia do Habib’s em Belo Horizonte a pagar R$ 5 mil a um homem que encontrou um inseto dentro de um sanduíche. A decisão foi no dia 29 de fevereiro e divulgada pelo TJMG nesta sexta-feira (9). A empresa ainda pode recorrer da decisão.
O homem de 26 anos relatou que no dia 26 de novembro de 2006 fez um pedido no Habib’s e, ao dar uma mordida em um sanduíche, percebeu a presença de um inseto que se parecia com uma barata. Ele entrou em contato com a empresa, pediu o dinheiro de volta e entrou na Justiça alegando danos morais.
A empresa se defendeu dizendo que os fatos apresentados pelo homem não correspondiam à verdade e que toma todos os cuidados com os produtos. Em primeira instância, o cliente já havia tido decisão favorável, mas a empresa recorreu.
O G1 tentou entrar em contato com empresa, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o caso.

Fonte: G1

John Carter deve dar prejuízo de mais de US$ 100 milhões à Disney, estimam analistas


John Carter, lançado mundialmente na última sexta (9) pela Disney, deve representar um enorme prejuízo para o estúdio. Segundo analistas econômicos, que se baseiam nas bilheterias das primeiras sessões e em pesquisas com frequentadores de cinemas, o rombo deve passar dos US$ 100 milhões.

Analista de mídia e entretenimento na Evercore Partners, o economista Alan Gould explicou que normalmente as estimativas são feitas antes da estreia e só são alteradas bem depois disso. Mas, no caso de John Carter, apenas esses primeiros sinais já serviram para pintar um quadro ainda mais preocupante, chegando aos US$ 165 milhões de prejuízo.

“Considerando os relatórios de acompanhamento, críticas e o alto padrão deste filme, sentimos que há poucos riscos em ajustar nossas estimativas mais cedo”, afirmou Gould ao jornal Los Angeles Times.

E ele não está sozinho no pessimismo. Outra empresa de Wall Street, a Cowen&Co., também projeta uma perda acima dos US$ 100 milhões, atribuída à falta de interesse do público pela história de um herói da Guerra da Secessão que é magicamente transportado para Marte. 

As perspectivas são de que John Carter, que é baseado em uma série de livros de Edgar Rice Burroughs (o mesmo criador de Tarzan), arrecade algo entre US$ 26 milhões e US$ 28 milhões em seu primeiro fim de semana, perdendo para a animação O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida, que conseguiu US$ 70.2 milhões em sua estreia, semana passada, e deve conquistar pelo menos mais US$ 40 milhões agora. 

Com um orçamento de US$ 250 milhões, John Carter é uma das maiores apostas da Disney para 2012, encaixando-se em uma das duas categorias nas quais o estúdio decidiu se concentrar: a de filmes com potencial para franquias, merchandise, séries de TV ou parques temáticos.  A outra é a de produções de marcas já estabelecidas, como Marvel e Pixar.

Fonte: UOL Vírgula

Vazamentos de pequeno porte sujaram os mares brasileiros este ano com 30 mil litros de óleo


Basta uma rápida busca no site do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para descobrir que só neste início de ano três acidentes envolvendo petróleo despejaram nos mares do país cerca de 30 mil litros de óleo.

A quantidade é pequena, sobretudo, se comparada ao vazamento de 480 mil litros de óleo na Bacia de Campos, no norte fluminense, em novembro passado, que continua a liberar gotículas de óleo, segundo a empresa responsável pelo acidente, a petroleira Chevron.

De acordo com o coordenador de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo, ainda não há dados consolidados do número de vazamentos ocorridos em 2011, mas esses “certamente passam de algumas dezenas. A grande maioria, de vazamentos de pequeno porte (menos que 8 metros cúbicos) perante a legislação brasileira”.

O Ibama define como acidentes de grandes proporções aqueles acima de 200 mil litros derramados. Pequeno ou grande, o derrame de óleo pode ter impactos duradouros na fauna e na flora marinhas, se ocorrerem perto da costa, e em alguns casos até condenar à morte o habitat atingido. De acordo com o biólogo Abílio Soares, da Universidade Federal Fluminense (UFF), alguns vazamentos podem demorar mais de 30 anos para serem absorvidos pelo oceano. “Vai depender muito da característica e da magnitude de cada derrame. Mas as medidas devem ser imediatas para a contenção do óleo e limpeza e depois acompanhar as consequências para o ambiente”.

Em Tramandaí (RS), um acidente ocorrido em janeiro com uma monoboia da Petrobras liberou apenas 1.200 litros de óleo, mas seus impactos ainda são sentidos por cerca de 3.500 pescadores da região, de acordo com o pescador Valdomiro Hoffman e coordenador do Movimento Estadual dos Pescadores.

“Já limparam as praias, mas as larvas do camarão, matéria-prima que mais dá lucro para a gente, diminuíram muito de quantidade. Além disso, o acidente aconteceu no período da desova do bagre, que é um peixe muito importante para nós, foi muito prejudicada. Vai reduzir muito a nossa captura no inverno. Toda a bacia foi atingida”, lamentou o pescador.

De acordo com o representante do Ibama, 75 analistas ambientais trabalham no licenciamento federal de petróleo e gás, além de analistas distribuídos em todo o Brasil vinculados à Coordenação Geral de Emergências Ambientais, cujo número não foi informado.

“Não é possível precisar o número ideal de analistas para o trabalho de fiscalização e monitoramento. Muitos acidentes ocorrem por falha humana ou decisões equivocadas de projeto e não poderiam ser evitados com aumento da fiscalização in loco”.

O professor da oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco Gilvan Yogui concorda que a fiscalização in loco é realmente complicada, mas o número ainda assim é insuficiente para avaliar os planos das empresas para liberar os licenciamentos.

“Com mais funcionários, a avaliação fica mais criteriosa, há mais tempo para o fiscal se dedicar a um plano específico em vez de vários com prazos apertados. Se a fiscalização é menor as empresas tendem a afrouxar o cuidado com o meio ambiente. O volume de trabalho do pré-sal é muito maior do que o Ibama consegue administrar.”

Em 2011, o Ibama emitiu 624 licenças ambientais, um aumento de 32% em relação ao ano passado. A previsão do governo é que até 2020 haja um aumento de mais de 226% da produção de petróleo, passando de 2,325 milhões para 5,756 milhões de barris/dia.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que, entre 2005 e 2009, apenas 0,6% das multas aplicadas pelo Ibama foram pagas.

O advogado especialista em direito ambiental Klaus Maciel elogiou a legislação ambiental brasileira, que segundo ele é eficiente e progressista, mas lamentou que ela não seja aplicada de forma eficiente devido a uma lógica antropocêntrica e mercantilista.

“Precisamos assumir a lógica do ecocentrismo. Não precisa esperar o dano ao homem para que o meio ambiente seja tutelado pelo estado. O fato de não ter causado prejuízos imediatos para o homem, não significa que não houve dano ambiental”.

O advogado criticou a falta de políticas públicas voltadas para a informação sobre os efeitos e a situação de risco que geram os produtos tóxicos utilizados na exploração e produção de petróleo.

“Uma sociedade desinformada não sabe os reais danos que um acidente envolvendo derrame de óleo pode causar ao ambiente e à população. Somente após ter acesso a essas informações, a sociedade pode escolher qual modelo de desenvolvimento energético é melhor para ela”.

Tepco pede desculpas pelo acidente em Fukushima


A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Daiichi, pediu, neste domingo (11), "profundas desculpas" aos moradores de Fukushima e a toda a sociedade "pela preocupação e ansiedade" provocadas com o acidente nuclear desencadeado pelo tsunami de há um ano.

Em comunicado por causa do aniversário, o presidente da Tepco, Toshio Nishizawa, se comprometeu a manter os esforços para garantir condições estáveis na central e a trabalhar "para o desmantelamento a médio e longo prazo dos reatores".

Além disso, "todas as companhias do grupo Tepco intensificarão seus esforços para atender os afetados atualmente e fazer chegar até eles de maneira ágil as compensações devidas", assegurou.

São fatores complicados o processo para solicitar as indenizações e a falta de flexibilidade da companhia na hora de avaliar os pagamentos, em muitos casos adiados porque a radiação impede a ida até as áreas afetadas para calcular o valor dos bens perdidos.

"Dedicaremos toda nossa força e todos nossos recursos para superar os vários desafios que ainda temos pela frente, lembrando sempre que à margem da tarefa que enfrentamos, a segurança deve ser nossa prioridade", disse Nishizawa.

O tsunami que seguiu ao tremor provocou ondas de até 15 metros que se abateram com força na unidade e paralisaram seu sistema de refrigeração, o que desencadeou o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl.

Por causa do aniversário do acidente foram convocadas para este domingo várias manifestações antinucleares em diferentes cidades do país, incluindo Tóquio, onde uma grande marcha percorreu o centro da cidade para pedir o "blecaute" definitivo das usinas atômicas do país.