terça-feira, 6 de março de 2012

Jovem mata pai ao defender mãe e irmão em Passo Fundo, RS


Segundo a polícia, o pai já tinha registros de ameaça e lesão corporal.
Inquérito que definirá se filho responderá por homicídio sairá em 30 dias.


Um homem de 44 anos foi morto por um dos filhos na noite desta segunda-feira (5), em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o pai tentava agredir a mulher com um canivete. Ele já tinha outros registros de ameaça lesão corporal na polícia.
A confusão ocorreu na casa da família, no bairro Ferroviário. Os dois filhos mais velhos tentaram proteger a mãe. Na briga, o de 20 anos foi atingido pelo pai e ficou ferido. Outro deles, de 21, pegou um facão e partiu para cima do homem, desferindo vários golpes. Depois, acabou fugindo antes da chegada da Brigada Militar, conforme consta no relatório da polícia. O jovem atingido foi medicado no Hospital da Cidade e liberado em seguida.
A mãe contou em seu depoimento que era agredida e ameaçada com frequência pelo marido, inclusive já havia registrado sete boletins contra ele com base na Lei Maria da Penha. Para os policiais que atenderam a ocorrência, o rapaz agiu em defesa da família. De acordo com o delegado Cláudio Edgar Trindade Belcamino, somente após a fim do inquérito será concluído se o filho será indiciado.

Fonte: G1

Reconstrução da base na Antártica pode custar R$ 100 milhões


Valor seria aplicado em período de 4 anos, segundo assessoria da Defesa.
Ministro afirmou reconstrução só será possível no verão 2013/2014.


A reconstrução da base da Marinha na Antártica que pegou fogo no fim de fevereiro deve demandar R$ 100 milhões no período de quatro anos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Ministério da Defesa.
O valor foi citado pelo ministro Celso Amorim nesta terça-feira (6), durante audiência pública no Senado para discutir providências que serão tomadas pelo governo brasileiro para a reconstrução da base e a retomada das pesquisas do programa Proantar.
Amorim, no entanto, não detalhou o valor dos custos da reconstrução e reafirmou que os trabalhos só poderão começar no verão de 2013/2014.
"O valor do prejuízo não interessa muito, interessa o que vai ter que fazer [...] a partir da determinação da Dilma de que a base seja refeita", afirmou o ministro se dizendo "otimista" com a reconstrução da estação.
Do valor previsto para reconstrução, o governo federal liberou um crédito extraordinário de R$ 40 milhões, lembrou o secretário da Comissão Interministerial de Recursos do Mar, Marcos José de Carvalho Ferreira. Ele disse ainda que a segunda etapa será a concessão de crédito especial para a realização de um projeto detalhado da nova estação.
Na audiência, Ferreira mostrou fotos do incêndio nas áreas da estação e falou sobre o futuro da pesquisa na Antártica. "Após o término da perícia, haverá o emprego dos navios no limite de sua capacidade".
A audiência pública conjunta das comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Ajuda a familiares
Celso Amorim não ficou até o fim da audiência pública e na saída falou sobre ajuda aos familiares dos militares mortos.
"Eu estou aguardando uma resposta da Marinha, está sendo feita e estudada, haja exemplo de outras situações como base, como a do Haiti. Evidentemente que a atenção será dada, eles morreram heroicamente", afirmou o ministro em relação aos dois militares mortos, que, segundo Amorim, tentaram "debelar o incêndio antes de morrer". "Digamos que haveria tempo para simplesmente se afastar, mas eles foram lá com um objetivo específico".
Quanto à indenização dos pesquisadores que perderam bens materiais, Amorim disse que "o que for necessário recolocar será feito, parte pela Marinha, que diz respeito à logística, o que for relativo a equipamento, material de pesquisa, em geral, será parte do Ministério da Ciência e Tecnologia".
O requerimento de convocação do ministro da Defesa foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores na última quinta-feira (1º). O documento foi assinado pelos senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Fernando Collor (PTB-AL).
O comandante da Marinha, o almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, o ministro interino de Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Elias e o secretário da Comissão Interministerial de Recursos do Mar, Marcos José de Carvalho Ferreira, estavam presentes na audiência. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, foi substituído pelo secretário-executivo da pasta já que está em viagem oficial com a presidente Dilma Rousseff na Alemanha.

Fonte: G1

Diretor-geral da Globo anuncia que "Malhação" deve ser substituída


Além de falar sobre a digitalização do sinal da emissora, o diretor-geral da Rede Globo, Octávio Florisbal, anunciou que "Malhação" deverá ser substituída no próximo semestre por um programa semelhante, "nos seus mesmos moldes", ou seja, destinada ao público adolescente.

Embora não tenha dado detalhes, Florisbal admitiu que as últimas temporadas da novela "teen", que estreou em 1995, "não atenderam às expectativas da emissora [em termos de audiência]", mas ressaltou que o programa é "muito importante" para a grade e que, por isso, deverá ser reformulado ou substituído.

A Era do Gelo 4 | Assista ao primeiro trailer completo do quarto filme da franquia

O quarto filme da franquia A Era do Gelo, Ice Age: Continental Drift, divulgou o seu primeiro trailer. Assista:


A Era do Gelo 4 enfoca a separação dos continentes e a definição do mapa-múndi como o conhecemos hoje. A animação chega ao Brasil em 29 de junho, duas semanas antes da estreia no resto do mundo, em 13 de julho.

Casal teve 38 filhos e batizou 19 deles no mesmo dia, em Ubajara (CE)


Dos 38 filhos, 19 filhos morreram ainda bebês. Entre eles, o primogênito.
Família consome 4 kg de arroz por dia, feitos em um fogão a lenha.


Aos 66 anos, o mestre de obras aposentado Francisco Ricardo de Souza teve exatamente 38 filhos com a companheira com quem vive há mais de três décadas, Raimunda de Assis Coelho. Moradores de Ubajara, a 312 km de Fortaleza, o casal conta que realizou a cerimônia de batismo de todos os filhos e netos no mesmo dia na igreja católica da cidade, em dezembro de 2009, com direito a festa em família.
A diferença de idade entre a filha mais velha do casal, Alessandra, 32, e o mais novo, Mateus Ricardo, é de 24 anos. Raimunda teve o último filho aos 55 anos e afirma ter feito o parto de todas as crianças sozinha, em casa.
Aposentado por motivos de saúde há quatro anos, o mestre de obras afirma que sustenta a casa com os R$ 2 mil que recebe. Para alimentar a parte da família que ainda vive com ele, são feitos cerca de 4 kg de arroz por dia, tudo preparado no fogão a lenha.
Sentindo-se com 17 anos e afirmando que a companheira parece ter 14, Souza diz ainda ter muito para viver, mas não pretende mais ter filhos. “Agora não da mais não. Não tem mais condições”, diz . Atualmente, cinco netos são criados pelo casal. Os outros moram com os pais. Somente Alessandra, a filha mais velha tem cinco filhos, mas deixa bem claro que "de jeito nenhum" seguirá os passos dos pais.
Começo
O pai conta que foi morar com a companheira, logo que ela engravidou do primeiro filho. “Nem lembro mais com que idade, tínhamos vinte e poucos anos. Nosso primeiro filho devia ter 38 anos, mas morreu”, lamenta. Não é fácil para Souza lembrar do nome de todos os filhos. Só lembra que dos 14 filhos homens sobreviventes, 13 também levam Ricardo no nome em homenagem ao pai. “Só não Sebastião, não sei porque ele não se chama Ricardo”, diz Souza.
Souza afirma já ter pedido esmolas para sustentar a família. “Dificuldade foi só o que teve na minha vida”, afirma Souza sem perder o ânimo, mesmo ao contar que 19 dos 38 filhos morreram ainda bebês.
Ele conta que ele ficou muito doente e teve de passar por uma cirurgia quando a companheira teve o quarto filho. Estava desempregado. “Vivi de pedir esmolas”, disse o mestre de obras dando risadas. Mesmo com problemas para sustentar a família, Souza afirma que todos os filhos vão à escola. “Meus filhos mais velhos já terminaram o segundo grau, um orgulho”, diz o aposentado que só estudou até o quinto ano do ensino fundamental.
Para comemorar o batismo coletivo, em 2009, Souza fez festa com direito a serviço de filmagem e fotografia, mas os registros foram emprestados e nunca mais voltaram às mãos da família.

Fonte: G1

Arritmia cardíaca afasta Renato de treinos e jogos do Flamengo

Meia vai passar por uma bateria de exames para saber a gravidade do problema. Ele não joga contra o Emelec nesta quinta-feira, pela Libertadores.


O meia Renato está fora dos treinos e jogos do Flamengo por tempo indeterminado. Segundo o médico Serafim Borges, Renato teve uma arritmia cardíaca durante um teste ergométrico de rotina nesta segunda-feira. O atleta, de 33 anos, será submetido a uma bateria de exames para saber a gravidade do problema. O jogador é mais um desfalque para o técnico Joel Santana para o jogo de quinta-feira, contra o Emelec, pela Libertadores. 
De acordo com Serafim Borges, médico que ficará diretamente responsável pelo problema de Renato, a alteração no ritmo do coração do jogador é comum em atletas, mas tem de ser analisada.

- Ele fez uma arritmia no exame e vamos ter que investigar. É uma mudança do ritmo normal do coração. O atleta tem muita arritmia normalmente, mas quando aparece ela tem que ser investigada. Temos de separar o que é a arritmia do atleta e do coração com doença. Temos de buscar mais informações.

Por conta do sigilo médico, ele não informou os exames que serão realizados, mas eles começam imediatamente.

- Para amanhã (terça), já marcamos a primeira bateria. Quando houver o resultado, vamos informar. A cardiologia já evoluiu muito, temos muitos recursos tecnológicos e maneiras de chegar a diagnósticos com certeza.

O médico contou que Renato reagiu com calma após receber a notícia.

- Ele está tranquilo, até porque a princípio não há nada definido. Queremos investigar, já vimos outros casos como este em que atletas foram liberados para jogar normalmente. Mas temos que investigar.

Renato está no Rio e prefere aguardar a realização dos exames e os resultados para falar sobre o assunto. O jogador cuida dos preparativos para o nascimento da terceira filha, Renata, na próxima sexta. Ele é casado com Karina e pai de Karen e Rebeka. Por meio de um comunicado, Renato informou que não vai comentar o assunto por enquanto.
- O jogador Renato Abreu, do Flamengo, não se pronunciará nos próximos dias a respeito dos resultados dos exames de rotina que está realizando. O atleta pede compreensão e solicita que quaisquer dúvidas ou perguntas sejam, por ora, direcionadas ao departamento médico do Flamengo - diz o comunicado.
Segundo o médico do Flamengo Márcio Tannure, é a primeira vez que o jogador apresenta uma alteração deste tipo. Renato não jogou contra o Duque de Caxias, neste domingo, por conta de uma suspensão. No sábado, treinou em dois períodos. Pela manhã, trabalhou com o grupo no Moacyrzão, em Macaé. À tarde, se exercitou na praia.
Profusão de desfalques
Além de Renato, o técnico Joel Santana também não vai poder contar  no jogo desta quinta-feira, contra o Emelec, com os volantes Airton e Willians e o goleiro Felipe, todos machucados.

O lateral-direito Léo Moura treinou normalmente nesta segunda, tem boa perspectiva de retorno, mas ainda não tem escalação garantida. Ele se recupera de uma lesão na parte externa do joelho direito. Camacho, com uma torção no tornozelo direito, ainda tem dificuldades para caminhar, mas deve estar à disposição no jogo contra os equatorianos. Outro problema: Maldonado. O volante chileno sente dores no joelho esquerdo e faz tratamento. Ainda é cedo para dizer se terá condições de jogo.
- Léo Moura trabalhou nesta segunda e esperamos que ele jogue na quinta. O Willians está evoluindo bem, mas como já havia dito, é uma lesão de duas, ou três semanas. O Maldonado está sentindo dores no joelho esquerdo e vamos ver como ele vai evoluir. O Camacho teve um entorse e acho que não vai ser problema. O goleiro Felipe está em casa e passa bem - comentou o médico Márcio Tannure.
Joel Santana deu folga nesta segunda-feira aos jogadores que enfrentaram o Duque de Caxias. O técnico também ficou em casa com a família para descansar. Provavelmente também vai pensar, e muito, no time que vai mandar a campo na quinta-feira.

Fonte: G1

'Eu errei, mas nunca machucaria meu cachorro', diz dono do cão Lobo


Claudio Cesar Messias deu entrevista depois de quatro meses de silêncio.
Mecânico fala que se voltasse no tempo não usaria corda que matou bicho.


Depois de quatro meses de polêmica e silêncio, o mecânico Claudio Cesar Messias falou com exclusividade ao G1 Piracicaba e Região sobre o dia 2 de novembro de 2011, quando foi acusado de arrastar o próprio cachorro no Centro de Piracicaba, no interior de São Paulo. O rottweiler Lobo, que virou símbolo da luta pelos direitos dos animais, morreu com os ferimentos causados no episódio.
“Eu errei, foi um erro ter colocado ele em uma corda tão comprida. Se eu imaginasse que isso iria acontecer, eu nunca teria colocado ele desse jeito no meu carro. Se fosse o caso, eu nem sairia com ele”, defende-se Messias, que afirma que tudo não passou de uma fatalidade.
“Você acha que eu ia pegar o cachorro, sair de perto do shopping (onde mora), vir arrastá-lo no Centro da cidade e com um carro todo adesivado com o meu nome e telefone? Seria muita burrice da minha parte achar que faria isso e ninguém reconheceria”.
Nesta segunda-feira (5) a Justiça cancelou a audiência, que poderia terminar com a condenação de Messias,  porque as testemunhas que teriam presenciado o fato não foram loaclizadas.
Abaixo você confere a entrevista completa com o dono do Lobo:
G1 Piracicaba - O que aconteceu naquele dia?
Claudio Cesar Messias - Eu trabalhei até 14h, já que era feriado de Finados, e depois saí para passear com o cachorro. Quando virei a esquina, não percebi que ele havia caído. Um motoqueiro foi atrás de mim. Ele bateu no meu vidro e disse que eu andei uns 50 metros, mas acho que não foi. Foi quando ele disse: “você está arrastando um cachorro”.
Eu assustei e perguntei, “eu arrastando um cachorro? Meu cachorro está deitado na caçamba”. Foi aí que eu desci do carro, abri a porta e era o meu cachorro que estava no chão. Eu achei na hora que ele estava morto, não se mexia. Nessa hora, algumas pessoas que estavam em volta começaram a gritar que eu era assassino, dizer que eu estava arrastando meu cachorro e que tinha amarrado ele no para-choque. Nunca amarraria ele no para-choque, estava na caçamba.
Quando fui desamarrar o cachorro, outro motoqueiro parou para bater em mim. Eu, sozinho..Me deu um pânico e abandonei o cachorro! Deixei e fui embora.
G1 Piracicaba - E ele estava amarrado com uma corda?
Claudio Cesar Messias - Isso. Ele estava preso com uma corda de três a quatro metros. Foi isso que aconteceu. Eu errei, foi um erro ter colocado ele em uma corda tão comprida. Se eu imaginasse que isso iria acontecer, eu nunca teria colocado ele desse jeito no meu carro. Se fosse o caso, eu nem sairia com ele!
Eu sempre saía com ele e nunca tinha acontecido. Foi uma fatalidade e isso pode acontecer com qualquer pessoa. Até hoje, tem gente que sai com o cachorro atrás na caminhonete. E, no dia, ninguém veio perguntando o que aconteceu, só me acusando e me chamando de assassino. Como ficaria ali? Esperando para apanhar?
G1 Piracicaba - Por que você não prestou socorro? Na hora, você realmente achou que ele estivesse morto?
Claudio Cesar Messias - Eu achei. E com as pessoas me xingando, dizendo que eu era assassino... Como é que a gente fica lá? Ninguém fica. Eu errei de amarrar ele na caçamba com uma corda comprida. Depois disso, disseram que eu estava bêbado e que eu tinha dado ré para matar o cachorro. Nunca faria isso, eu tinha ele desde dois meses de idade, era meu companheiro, fazia oito anos que eu tinha ele, para que faria isso?
E outra, nunca bebi dirigindo. Tenho carta de motorista há 31 anos e nunca tive uma multa por dirigir alcoolizado. Não tem nenhuma lógica essas acusações sobre a minha pessoa.
G1 Piracicaba - Como era seu tratamento com o Lobo?
Claudio Cesar Messias - Nunca tive nenhum problema com o Lobo. Eu tinha ele como se fosse da minha família. Ia passear todo dia com ele. De manhã, quando abria a minha oficina, ele sempre vinha brincar comigo. Comprava uma coxinha para mim na padaria e outro salgado para ele também.
Ele comia comigo. Aí vem essa turma da ONG e faz o maior estardalhaço, dizendo que sou assassino. Foi erro meu e eu sei disso. Mas nunca tive culpa ou quis fazer algo contra ele. Escutar isso acaba com a minha vida.
Você acha que eu ia pegar o cachorro, sair de perto do shopping, vir arrastá-lo no Centro da cidade e com um carro todo adesivado com o meu nome e telefone? Seria muita burrice da minha parte achar que iria fazer isso e ninguém me reconheceria.
Eu tenho dois outros cachorros na minha casa. Sempre tratei eles muito bem. Um deles eu achei na rua, ele seria atropelado e eu peguei para cuidar. Queria muito que essas pessoas fossem na minha casa para ver como trato meus animais, como todos são bem cuidados.
G1 Piracicaba - Chegaram a dizer que o Lobo já sofria maus tratos antes...
Claudio Cesar Messias: Imagina! Nunca apanhou e o Lobo nunca passou fome como falavam também. Outra coisa que disseram é que ele já tinha uma infecção. Pode ter certeza que se ele realmente tivesse qualquer doença eu já teria chamado um veterinário e cuidado dele.
Ele sempre estava todo animado, pulando em cima da gente. Sempre vinha brincar, pedir carinho, não tinha problema nenhum.
G1 Piracicaba - Tanto o veterinário quanto a ONG Vira Lata Vira Vida afirmaram à Justiça que ninguém da família os procurou na época do tratamento. Por que?
Claudio Cesar Messias - Mentira. Minha ex-mulher tentou ir lá e foi barrada. Meu filho ligou para eles dizendo que queria notícias e nada. Não passaram nada para a gente por mais que tentássemos saber do cachorro. Eu não podia nem chegar perto de lá.
Não entendo o que o pessoal da ONG tem a ver com essa história. Eles não estavam lá na hora do fato, não viram nada, não eram donos do cachorro. Não sei o que eles estão fazendo nessa história.
G1 Piracicaba - Com toda a repercussão do caso, como ficou sua vida?
Claudio Cesar Messias - Eu tive que tirar todos os adesivos do meu carro. As pessoas passam na minha casa ou na minha oficina até hoje me chamando de assassino. Meus dois filhos tiveram que ficar sem ir à escola por duas semanas no começo para não serem ofendidos. Recebi um monte de ameaças de morte. No meu celular, que ficou com a polícia por dois meses, tinha 120 mensagens de voz  ameaçando a mim e à minha família, e (também) cartas que enviavam para mim.
Foi um acidente o que aconteceu. Uma fatalidade. Mas nunca e em nenhum momento deixaram eu me defender. As pessoas só me acusam e não querem saber do meu lado. É muito difícil sofrer tudo e passar por tudo isso sem em nenhum momento quererem saber do meu lado. Fizeram campanha para eu nunca mais conseguir um serviço. O que é isso? Não podem me julgar desse jeito sem saber minha versão.
G1 Piracicaba - Porque você nunca foi às audiências do caso?
Claudio Cesar Messias - Por causa de toda essa questão das ameaças, das pessoas ficarem fanáticas por essa história e eu tenho medo do que pode acontecer comigo e com a minha família. As pessoas vinham com cartazes nas audiências, me chamando de assassino, como é que eu viria até aqui? O que é isso? As pessoas só ameaçam a gente.
G1 Piracicaba - Mas não foi oferecido escolta?
Claudio Cesar Messias - Sim, mas só na hora da sessão. Queria que minha cara sumisse da internet, não queria me expor para mais gente me ver e mais gente me ameaçar. Queria proteção 24 horas por dia, não somente quando estivesse aqui. E se alguém seguisse a viatura e me encontrasse? Fica difícil.
G1 Piracicaba - E de agora em diante, o que você espera para resolução deste caso?
Claudio Cesar Messias - Espero que eu seja inocentado, porque eu sou inocente. Por isso que eu não me interessei pelo acordo de pagar duas cestas básicas. Seria uma pena pequena, mas uma comprovação de que eu sou culpado e eu sei que não sou.
Em cinquenta anos de vida, eu nunca tive uma passagem pela polícia, não é agora que vou manchar minha ficha. Eu sou homem. Se eu tivesse feito de propósito, tudo bem de fazer um acordo, mas eu não fiz. Eu não vi o cachorro para fora da caçamba. Errei com a corda, mas não o vi para fora. Jamais faria isso.

Fonte: G1

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Foi um verdadeiro inferno", diz ator sobre vida pós-"Star Wars"


Jake Lloyd, o ator que interpretou o Anakin Skywalker mais novo em “Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma”, ficou traumatizado com a experiência: “foi um verdadeiro inferno”.

Com oito anos na época, o então ator mirim sofreu bullying por parte de seus colegas de escola. “As outras crianças eram realmente más comigo. Elas faziam o som do sabre de luz toda vez que me viam. Era uma loucura completa”, afirmou Lloyd, hoje com 22 anos, ao jornal “Daily Mail”.

O ex-ator contou que enfrentava uma rotina exaustiva, com cerca de 60 entrevistas por dia, e acabou desistindo para sempre da atuação. “Aprendi a odiar quando as câmeras estão voltadas para mim”, disse.

O trauma da situação foi tanto que Lloyd destruiu todas as lembranças relacionadas ao filme e limitou-se a dublar a voz de seu personagem para jogos de videogame.

Fonte: UOL Cinema